Numa edição em que pontua pelo regresso em força do cinema português, com filmes de Rita Azevedo Gomes, Pedro Cabeleira, Inês T. Alves, Jorge Jacôme e Joana Pimenta (com Adirley Queirós) a viajarem da Berlinale diretamente para a programação do IndieLisboa, o certame lisboeta arranca as “hostilidades” esta quinta-feira, 28 de maio, com uma mão (quase) cheia de títulos nacionais na ementa.
Do novo filme de João Botelho (Um Filme em Forma de Assim), que traz Alexandre O’Neill ao cinema depois de “Um Adeus Português”, a um documentário sobre Cesária Évora assinado por Ana Sofia Fonseca, passando pela sessão de abertura que repesca dois trabalhos de António Macedo (Albufeira) e José Álvaro Morais (Zéfiro), o IndieLisboa marca claramente uma posição: o cinema português, do passado, presente e futuro, é para se levar a sério.
A acompanhar a armada lusa neste primeiro dia, há outros motivos de aplauso. Também da Berlinale chegam “Coma” de Bertrand Bonello e “Rimini” de Ulrich Seidl, enquanto de Espanha para a Boca do Inferno, em trajes 4k, vem o filme de 1979 “Arrebato”. E não esquecer a presença na programação, neste primeiro dia, de “Retour a Reims (Fragments)“, o mais recente filme de Jean-Gabriel Périot, um velho conhecido do certame, e de “Camuflaje” de Jonathan Perel.
Com muitos filmes, talks e também festas até dia 8 de maio, o IndieLisboa apresenta as suas secções habituais, onde se incluem a Competição Internacional, a Nacional (a mais extensa da história do festival com 9 filmes), Novíssimos, Silvestre, IndieMusic, IndieJunior, Director’s Cut e a já citada Boca do Inferno. Sessões Especiais a Retrospetiva (Doris Wishman) e o Programa 5L prometem ainda aquecer este final de abril e principio de maio.

