O Doclisboa regressa de 16 a 26 de outubro com uma edição marcada pela urgência política e pela diversidade artística. A sessão de abertura apresenta With Hasan in Gaza, do realizador palestiniano Kamal Aljafari, um road movie construído a partir de imagens de 2001 que homenageia a resistência em Gaza e confronta a memória da vida quotidiana com a violência da ocupação.
O festival encerra com A Árvore do Conhecimento, de Eugène Green, uma fábula lisboeta sobre adolescência, monstros e pactos sombrios, que serve também como crítica à transformação da cidade pelo turismo. A obra, uma co-produção luso-francesa, conta com interpretações de Diogo Dória, Leonor Silveira, João Arrais, Ana Moreira e Rui Pedro Silva.
Foram ainda anunciados, no programa Na Terra à Lua, a estreia mundial da versão integral de O Riso e a Faca, de Pedro Pinho, premiado em Cannes, e para Remake, o regresso do norte-americano Ross McElwee após 14 anos, num tributo ao filho Adrian. Integram ainda esta secção Bulakna, de Leonor Noivo, premiado em Marselha, e outras obras que exploram desigualdades sociais e intimidades humanas.
Já na Heart Beat, Memórias do Teatro da Cornucópia, de Solveig Nordlund, revisita a companhia de Luís Miguel Cintra e Jorge Silva Melo, enquanto Bull’s Heart, da grega Eva Stefani, acompanha os bastidores do coreógrafo Dimitris Papaioannou.

