“Fjord” vence o Prémio da Crítica e o do Júri Ecuménico em Cannes

(Fotos: Divulgação)

Consideradas as duas láureas paralelas mais disputadas da competição oficial do Festival de Cannes, os prémios atribuídos pelo Júri Ecuménico (entidade humanista) e pela Federação Internacional de Imprensa Cinematográfica (FIPRESCI) foram entregues na tarde deste sábado ao mesmo filme, Fjord, consagrando o romeno Cristian Mungiu com a distinção da fé e com o prémio da crítica. O realizador continua ainda na corrida à Palma de Ouro, que será entregue esta noite por um júri presidido por Park Chan-wook.

Fjord, a alegoria política mais explosiva de Cannes este ano, marca o regresso do realizador de 4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias (Palma de Ouro em 2007). A trama acompanha um casal (Sebastian Stan e Renate Reinsve) que pode perder a guarda dos filhos devido a uma errónea suspeita de violência doméstica. A presença de temas como a imigração hostilizada e a intolerância religiosa inflama o argumento.

“Fico feliz que não tenham entendido Fjord como um filme de propaganda, mas sim como um meio de dizer que o debate é a única forma de resguardar a tolerância”, disse o cineasta.

A FIPRESCI também premeia longas das secções paralelas. No perímetro da Semana da Crítica/Quinzena dos Cineastas, A Girl Unknown, de Zou Jing (China), foi a produção vencedora. Em Un Certain Regard, venceu Ben’Imana, de Marie Clémentine Dusabejambo (Ruanda, Gabão).

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