Documentário de Laura Poitras vence Festival de Veneza

(Fotos: Divulgação)

Numa 79º edição marcada pelo domínio anglo-saxónico na hora dos prémios, o documentário de Laura Poitras, “All the Beauty and the Bloodshed“, ganhou o Leão de Ouro de 2022 de melhor filme no Festival Internacional de Cinema de Veneza. Nele acompanhamos a vida da artista Nan Goldin e a sua campanha contra a família Sackler, uma dinastia farmacêutica que foi a grande responsável pela epidemia de opioides.

Cate Blanchett

Nas interpretações, Cate Blanchett ganhou o prémio de melhor atriz pela sua performance como maestrina clássica em “Tár“, de Todd Field, enquanto Colin Ferrell bateu o grande favorito da categoria, Brendan Fraser (The Whale), e arrecadou a estatueta de melhor ator pela sua atuação em “The Banshees of Inisherin“, de Martin McDonagh.

Ainda nas performances, Taylor Russell recebeu o prémio de melhor atriz jovem pela presença em “Bones and All“, de Luca Guadagnino.

Saint Omer“, filme que marcou a estreia da documentarista francesa Alice Diop nas ficções levou o Leão do Futuro de melhor filme de estreia. No drama jurídico, Diop narra o julgamento de uma mãe franco-senegalesa que cometeu infanticídio.

O prémio de melhor curta-metragem foi para “Snow in September“, do cineasta mongol Lkhagvadulam Purev-Ochir.

Mohsen Tanabandeh em “III World War

Passando para a secção Horizontes, o melhor filme foi “World War III” do iraniano Houman Seyyedi. Mohsen Tanabandeh levou a honra de melhor ator pela sua atuação no filme, no qual é um homem traumatizado escolhido para interpretar Adolf Hitler num filme da Segunda Guerra Mundial. Tanabandeh dedicou o prémio à sua esposa e aos “trabalhadores do Irão” que, segundo ele, sofreram como a personagem do filme.

Nas interpretações femininas, Vera Gemma ganhou o prémio de melhor atriz pelo seu papel em “Vera“, dos realizadores Tizza Covi e Rainer Frimmel. A dupla recebeu ainda o prémio de realização, enquanto “Bread and Salt” conquistou o prémio especial do júri.

Finalmente, o melhor argumento foi para Fernando Guzzoni pelo guião de “Blanquita“.

Na secção Venice Immersive, que consagra filmes em realidade virtual, “The Man Who Couldn’t Leave” de Singing Chen venceu, com o grande prémio do júri entregue a “From the Main Square“, do brasileiro Pedro Harres. Foi ainda entregue um prémio especial a “Eggscape” de German Heller.

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