O drama “Softie” ganhou o prémio principal (Golden Alexander) na 62ª edição do Festival de Cinema de Salónica, na Grécia, que terminou nesta noite de domingo.
Samuel Theis, que brilhara com “Party Girl“, vencedor da Câmara de Ouro em 2013, mostra-nos em “Softie” a história de um miúdo que vive no seio de uma família disfuncional e que ganha afeição por um professor. “O que queria explorar era o despertar de um miúdo de 10 anos. Creio ser uma idade interessante, pois é a idade da consciência das coisas“, disse-nos o realizador em Cannes, acrescentando que conhece muito bem a zona onde o filme se passa, Forbach, já que cresceu aí, e que o cinema de Andrea Arnold é certamente uma inspiração. “Creio que os filmes sobre esta classe social estão a desparecer do cinema. E há nele uma consciência política, pois como vimos – até pelos protestos dos coletes amarelos – existe uma precariedade na classe média; eles tornaram-se invisíveis e é muito importante para mim falar deles“.
Já o Prémio Especial do Júri do certame foi concedido a “Clara Sola”, de Natalie Álvarez Mesén, enquanto o Prémio Especial do Júri de melhor realização foi para Lorenzo Vigas por “La Caja”.
Nas interpretações, a melhor atriz foi Sofia Kokkali pela sua atuação em “Moon, 66 Questions”, de Jacqueline Lentzou, enquanto o pequeno Aliocha Reinert foi o melhor ator por “Softie”. A distinção de melhor argumento foi de Laurynas Bareiša por “Pilgrims”, enquanto uma menção especial foi dada a Alexandre Koberidze e ao seu “What Do We See When We Look at the Sky?”.
Nas secções paralelas, na Meet the Neighbors triunfou “Piccolo Corpo” de Laura Samani, enquanto na Film Forward o prémio coube a outro filme estreado em Cannes: “Magnetic Fields”, de Yorgos Goussis. Finalmente, o Silver Alexander da seção foi compartilhado por “The Tale of King Crab“, de Alessio Rigo de Righi e Matteo Zoppis, e “Vera Dreams of the Sea“, de Kaltrina Krasniqi.
O 62º Festival de Cinema de Salónica decorreu de 4 a 14 de novembro.

