Morreu, aos 55 anos, o realizador, técnico de som, argumentista e produtor José Barahona, anunciou a Academia Portuguesa de Cinema.
Responsável por filmes como “Estive Em Lisboa e Lembrei De Você”, “Nheengatu” (2020) e “Sobreviventes”, Barahona formou-se na Escola Superior de Teatro e Cinema em Lisboa, mas completou os estudos em Cuba e Nova Iorque.
Sócio da produtora brasileira Refinaria Filmes e programador e produtor da Mostra Cinema Português Contemporâneo, que acontece anualmente em várias cidades brasileiras, José Barahona destacou-se ainda pela curta-metragem “Pastoral” e pelos documentários “Buenos Aires Hora Zéro” (2004) e “Alma Clandestina” (2018).
Quando questionado pelo C7nema sobre a forma como aborda o cinema entre a ficção e o documentário, e como um registo influencia o outro, Barahona disse: “Está tudo ligado, Os meus documentários têm muita ficção lá dentro, e os meus filmes de ficção, mesmo “Sobreviventes”, apesar de ser um filme de época, também têm muito documentário lá dentro”.
Autor ainda do livro “O Manuscrito Perdido”, construído a partir de um documentário seu, Barahona foi ainda cronista do jornal Público, escrevendo ensaios sobre cinema.

