Criticas do Fantasporto: ‘[REC] 2’ por Jorge Pereira

(Fotos: Divulgação)

Se há coisa que a saga [REC] nunca pode ser acusada é de ausência de acção. Aliás, um dos maiores triunfos deste projecto de Jaume Balagueró (“Fragiles”) é que no ecrã há sempre qualquer coisa a ocorrer, seja esta previsível ou não.

Para bem ou para mal, uma coisa é certa. Os fãs do cinema de terror e de acção raramente se entendiam nesta saga, que à segunda entrega se recusa a sair do edifício macabro onde apareceu a assustadora niña Medeiros. Inteligentemente, esta sequela mostra a mesma noite, o mesmo edifício, apenas uns minutos depois dos eventos do primeiro filme, e através de novas personagens.

Passaram-se 15 minutos desde que as autoridades perderam contacto com as pessoas enclausuradas no edifício de “REC”. Ninguém sabe o que aconteceu lá dentro e, como tal, uma equipa especial da policia espanhola, equipada com câmaras de vídeo e forte armamento, é enviada para o interior do prédio para avaliar a situação.

Pelo meio, um bombeiro e 3 adolescentes infiltram-se no prédio, ficando todos eles expostos às estranhas e demoníacas criaturas que ali agora habitam e fazem circular um estranho vírus que se propaga a velocidade cada vez mais assustadora.

Com a mesma dinâmica do primeiro filme, mas já sem o elemento surpresa (tirando a recta final com um twist bem curioso), [REC] 2 acaba por ser um pouco mais do mesmo, o que não diminui de todo o interesse no que surge no ecrã, pois como já disse em cima, a saga [REC] é uma descarga cinematográfica de adrenalina que nunca nos deixa respirar, descansar, ou pensar muito (na altura) no que se está a passar ou no que vai ocorrer a seguir.

Para isso muito contribuí a realização e o estilo de filmagem, sempre em cima das personagens e sempre muito escura, o que dá uma maior tonalidade negra aos ataques e mistérios que estamos a assistir.

Por tudo isto, e se gostaram do primeiro filme, aconselho a verem esta sequela, que apesar de não trazer nenhuma novidade estonteante, é eficaz e competente em nos cativar e prender até ao último instante.

O Melhor: O ritmo frenético. Há sempre algo a acontecer
O Pior: Um final já visto em cinema

Base
a saga [REC] é uma descarga cinematográfica de adrenalina que nunca nos deixa respirar, descansar, ou pensar muito (na altura) no que se está a passar ou no que vai ocorrer a seguir….7/10

 
Jorge Pereira

 

Últimas