c7nema em Sundance: ‘Restrepo’ – uma viagem intimista em tempos de guerra

(Fotos: Divulgação)

Filmado pelos jornalistas de guerra Tim Hetherington e Sebastian Junger (escritor de “The Perfect Storm” – que viría a ser adaptado ao cinema), “Restrepo” é uma viagem intimista ao inferno que é a guerra entre os talibãs e as tropas americanas no vale afegão de Korengal, um bastião dos talibãs na fronteira com o Paquistão.

E mais que as normais questões da guerra – do porquê dela estar a ocorrer – este é um filme sobre as experiências e o dia-a-dia dos homens em guerra, e que pretende oferecer uma forma dos 22 milhões de famílias americanas com filhos, irmãos ou cônjuges no conflito em saberem como é a guerra que eles viveram ou estão a viver: do tédio à adrenalina. Dos momentos de camaradagem ao pânico e à dor. Aliás, Juan “Restrepo” é o nome da primeira baixa do pelotão, vítima de um ataque dos talibãs, que lhe ceifou a vida.

Assim, e como documentário sobre pessoas na Guerra este é um bom trabalho. Mas estes homens são soldados e soldados são usados em situações de conflito por alguma razão. Ao ser apolítico e sem explicar porque estão ali soldados, apenas sentimos pena dos homens e não podemos tomar decisões sobre eles como soldados. Não que as questões não sejam levantadas, elas apenas não são estudadas ou aprofundadas.

Se por um lado o filme ganha com isso, na perspectiva humana, por outro perde, pois independentemente de estarem ali pessoas, estão ali máquinas de guerra. Estes homens lutam uns pelos outros, pela sobrevivência, não por um ideal ou uma razão. Porque diabo não podem simplesmente ir para casa?

Como tal, esta é uma peça jornalística que merece uma olhadela, mas é tão insossa nos porquês que acaba por perder força na globalidade.

Pode ver o trailer neste link.

Lauren Boyd

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