Semanas depois de ganhar a Viennale, o flime austríaco “Grosse Freheit” (Great Freedom) arrecadou mais um triunfo no circuito dos festivais, desta vez arrebatando o Giraldillo de Oro no Festival de Sevilha.
Já galardoado anteriormente com o Prémio do Júri na secção Un Certain Regard em Cannes, e o Coração de Sarajevo na Bósnia e Herzegovina, o filme de Sebastian Meise – alternando a ação entre diversos períodos desde o pós-2ª Guerra Mundial e meados da década de 1970 – segue a história de Hans Hoffman, um homem que passa a maior parte da sua vida adulta na prisão. Enquanto quase todos os prisioneiros são libertados dos campos de concentração no final da 2ª Guerra Mundial, Hans é transferido diretamente para a prisão, considerado culpado de homossexualidade de acordo com o Artigo 175º, uma disposição do Código Penal Alemão em vigor desde 1872 e reforçada em 1935, que continuou a ser aplicada após o fim da guerra, e que criminalizava as relações homossexuais.
O Grande Prémio do Júri do certame andaluz foi ex-aequo para “Costa Brava, Líbano” de Mounia Akl e para “Onoda” de Arthur Harari [que também conquistou o prémio de melhor argumento], enquanto a distinção de Melhor Realização coube a Jonas Carpignano para “A chiara” [que ganhou ainda uma menção especial].
Nos atores, Franz Rogowski (Great Freedom) e Lucie Whang (Les Olympiades) triunfaram, enquanto na fotografia a distinção foi para Faraz Fesharaki por “What Do We See When We Look at the Sky?” de Alexandre Koberidze.
Na secção paralela New Waves, a láurea de Melhor Filme coube a “Moon, 66 Questions“, enquanto “Hold Me Tight” de Mathieu Amalric conquistou o Prémio Especial; e “The Story of Looking” de Mark Cousins, ex-aequo com “Babi Yar. Context“ de Sergei Loznitsa, foram considerados os melhores filmes “não ficção“.
O Festival de Sevilha decorreu entre 5 e 13 de novembro.

