Criado por Michael Crichton, “ER” conta a vida de um grupo de médicos que presta serviço no serviço de urgência do hospital e que vive entre as complicações das suas próprias vidas e o drama de ter vidas nas mãos para salvar. Crichton começou a desenvolver a ideia na década de 70, baseando-se na sua experiência pessoal como médico.
Curiosamente a ideia inicial era transformar “ER” num filme, que deveria ter tido a assinatura de Steven Spielberg. No entanto, Crichton trabalhava na altura num argumento que encantou Spielberg: “Jurasic Park”. E assim, a ideia de “ER” acabou por ficar na gaveta e transformar-se pouco depois num projecto para um série de televisão. O criador da série, falecido em Novembro último, acabaria por não ver o final da sua série.
O primeiro elenco regular era constituído por: Anthony Edwards, Sherry Stringfield, Noah Wyle, Eric La Salle, Julianna Margulies e claro George Clooney, que teve aqui uma rampa de lançamento para o estrelato no cinema.
Empatia é uma palavra muitas vezes usada para explicar o sucesso de “ER”. O público depressa se apaixonou pelas personagens, e para isso muito contribuiu o casal formado na série por George Clooney e Julianna Margulies. A saída do casal (ele na quinta temporada, e ela na sexta) acabaria também por ter algum efeito na popularidade da série. Mas não o suficiente para que “ER” não estivesse mais uma década no ar.
Noah Wyle será para sempre um dos rostos de “ER”. O Dr. John Carter participou em 254 dos 331 episódios da série. Por isso mesmo, John Carter regressa ao hospital no último episódio da série.
Aliás, os gigantescos números vão marcar “ER” na memória do público para sempre. Foram mais de 750 actores entre reguladores e convidados, 49 realizadores entre os quais Quentin Tarantino, que haveria de repetir a experiência em “CSI”.
Neste momento “ER” é a série de sempre com mais nomeações aos Emmys, com um total de 123, que resultaram em 22 prémios. Também reconhecida na série são as inúmeras participações especiais de grandes actores que não quiseram deixar de participar na série.
No ano passado, e após os resultados da 14ª temporada terem colocado a serie num lugar bastante modesto nas audiências, foi tomada a decisão de terminar “ER”.
Na última temporada abriu-se o baú da nostalgia e muitos dos actores que fizeram parte do elenco fixo da série não quiseram deixar de regressar para uma última aparição, entre eles George Clooney que regressou ao hospital três semanas antes do fim. Eriq La Salle, Laura Innes, Sherry Stringfield e Alex Kingston marcaram também presença no último episódio.
A 2 de Abril, as urgências do County General Hospital de Chicago fecharam portas para sempre, e com a bênção do público. De acordo com a empresa NIelsen Ratings o último episódio da série conseguiu 17,4 milhões de espectadores, contra 9,5 milhões que em média viam os episódios da 15ª temporada. Recorde-se que nos seus tempos áureos “ER” cativava cerca de 32 milhões de espectadores por episódio.
“So? This is it?” é uma das quotes do episódio final, parecendo antever o que se estava a passar. Pois é, o final chegou sem grandes alaridos. Aliás o último episódio de “ER” pouco difere do que tendencialmente foi esta série.
O argumento do episódio final esteve a cargo de John Wells, que escreveu 29 episódio para a série. Recheado de drama e algum humor negro o episódio teve o que poderíamos esperar dele: drama, lágrimas mas também alegria e sobretudo esperança.
Esperança no futuro, e esta é a última mensagem que nos passou “ER”, e the end!.

