Morreu esta segunda-feira, aos 89 anos, a atriz italiana Lucía Bosè.

Foi o seu filho, o cantor e ator Miguel Bosè que anunciou a morte na sua conta do Twitter: “Caros amigos … Informo que a minha mãe Lucía Bosé acabou de falecer. Já está no melhor dos sítios“
Queridos amig@s … os comunico que mi madre Lucía Bosé acaba de fallecer. Ya está en el mejor de los sitios. #MB pic.twitter.com/H33dlay3lk
— Miguel Bosé (@BoseOfficial) March 23, 2020
Segundo a imprensa espanhola, a artista faleceu de pneumonia, isto após passar três dias internada num hospital de Segóvia. Vários meios apontam que a antiga Miss Itália e atriz teria falecido por conta do novo coronavírus (Covid-19).
Nascida em Milão em 1931, Bosé deu nas vistas aos 14 a conquistar o prémio de Miss Itália, saltando para o cinema na década de 1950 em Não Há Paz Entre as Oliveiras (1950), de Giuseppe De Santis, e Escândalo de Amor (1950), de Michelangelo Antonioni. Com esses dois cineastas trabalharia mais algumas vezes, como em A Dama Sem Camélias (1953) ou O Pão Nosso de Cada Dia (1952), destacando-se ainda a sua prestação em Cela s’appelle l’aurore (1956), de Luis Buñuel.

A Dama Sem Camélias
Já na década de ’60, começa por trabalhar com Jean Cocteau (O Testamento de Orfeu, 1960), mas faz uma pausa no cinema até 1967, ano em que se divorciou do toureiro Luis Miguel Dominguín, com quem teve três filhos: Miguel, Paola e Lucía.
Regressada ao cinema, surge em Nocturno 29 (1968), de Pere Portabella; Fellini-Satyricon (1969), de Federico Fellini; Sotto il segno dello scorpione (1969), dos irmãos Paolo e Vittorio Taviani; e L’ospite (1971), de Liliana Cavani. A sua carreira não regressa ao brilho dos anos 50 e 60, mas vêmo-la ainda a dar nas vistas em Nathalie Granger (1972), de Marguerite Duras, ou Vertigens (1975), de Mauro Bolognini.
Ausente do cinema desde 2013, quando surgiu em One More Time, de Pablo Benedetti e David Sordella, Bosé fez ainda carreira na TV, e foi vista em filmes como a adaptação ao cinema da obra de Gabriel García Márquez, Crónica de Uma Morte Anunciada (1987), e em Violanta (1977), de Daniel Schmid.

