Após passagem pelo Queer Lisboa, And Then We Danced não tem data de estreia comercial

And Then We Danced, coprodução entre a Suécia, França e Geórgia, falado em georgiano, sobre dois bailarinos que se apaixonam, estreou no passado dia 8 de novembro no estado onde o cristianismo ortodoxo é ainda a fé dominante, e é caso para dizer que a estreia não passou de todo despercebida, com a convocação de um protesto “antigay” por parte da ala direita e religiosa do país. Soube-se que a polícia prendeu 25 pessoas no decurso da manifestação.
Entretanto, Levan Akin, o realizador da obra, já reagiu publicamente. Numa publicação na rede social Facebook, Akin considera “absurdo que pessoas que tenham comprado bilhetes precisem de ser corajosas e tenham que arriscar ser assediadas ou até molestadas só por ir ver um filme“. “Fiz este filme com amor e compaixão. É a minha carta de amor à Geórgia e à minha herança cultural. Com esta história queria recuperar e redifinir a cultura georgiana para incluir todos e não só alguns. Mas infelizmente estes são os tempos negros em que vivemos e estes protestos só provam o quão vitar é levantar-se contra estas forças sombrias de todas as maneiras que conseguirmos. “, rematou o cineasta.
Lembramos que o filme, que estreou mundialmente em Cannes, acaba de receber uma nomeação aos European Film Awards (Melhor Ator para Levan Gelbakhiani), é o candidato sueco ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, e algumas bolsas de apostas colocam o filme com boas possibilidades de integrar o lote de pré-selecionados que será conhecido ao longo do próximo mês de dezembro.

