O Comissário Maigret, a mais famosa personagem de ficção das novelas policiais criadas pelo escritor belga Georges Simenon, vai regressar aos cinemas num projeto com a assinatura de Patrice Leconte (O Ridículo).

Presente em 75 novelas e 28 contos publicados entre 1931 e 1972, além de vários filmes para a TV, o comissário Jules Maigret será agora interpretado por Gérard Deapardieu. O título do filme é Maigret et la jeune morte e nele seguimos a investigação ao assassinato de Louise Lamboine, que foge de casa em Nice e vai para Paris, onde, depois de passar por diversas privações é morta. A última aparição no cinema de Maigret data de 1968 (Maigret und sein grösster Fall) e adaptava o romance Maigret & A Dançarina do Cabaré.
Maigret et la jeune morte já foi por quatro vezes – entre 1959 e 1973 – adaptada a telefilmes, uma das quais interpretada por Jean Richard. Este foi, aliás, o ator mais conhecido ligado à personagem, tendo desempenhado esse papel nas 23 temporadas da série francesa em torno de Maigret que foram exibidos na TV de 1967 a 1990 (88 episódios com 90 minutos de duração cada).
Vale a pena referir que este é o segundo papel de relevância que Depardieu assume no espaço de dois dias. O ator – depois de ter sido Estaline em O Divã de Estaline– vai agora assumir o papel de Leonid Brezhnev, sucessor de Nikita Khrushchev e diretor geral do Partido Comunista Soviético de 1964 a 1982, num filme assinado pelo croata Lordan Zafranović.
A ação do filme – ainda sem nome – passa-se durante a primavera de Praga de 1968. É durante esse período que Alexander Dubcek, líder reformista da Checoslováquia, introduz o “socialismo com um rosto humano“, que defende uma liberalização relativa do país, a democratização do Estado e das estruturas internas do Partido, abrindo a nação às potências ocidentais. Em resposta, Brejnev envia tropas soviéticas para esmagar as reformas e reprimir os dissidentes.
O escritor eslovaco Karol Hlavka escreveu o argumento.

