Notas rápidas do Festival de Cannes 2026

Filmes, reações e ecos vindos do Festival de Cannes 2026. Tudo o que acontece em Cannes, a toda a hora.

(Fotos: Divulgação)

Um diário permanente do Festival de Cannes, acompanhado entre sessões, filas, aplausos, conferências e corridas pela Croisette. Notas rápidas, primeiras impressões, reações imediatas aos filmes, bastidores, rumores, descobertas e pequenos momentos que ajudam a captar o verdadeiro ritmo do festival a toda a hora.

23 de maio

Fjord vence Palma de Ouro

Fjord deu a Cristian Mungiu a segunda Palma de Ouro, 19 anos depois de 4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias. Já distinguido pela FIPRESCI e pelo Júri Ecuménico, o filme impôs-se ao júri presidido por Park Chan-wook. Minotaur recebeu o Grand Prix e Ben’Imana venceu a Caméra d’Or.

23 de maio

Shana

Quinzena dos Cineastas – Vencedores

Shana, de Lila Pinell, recebeu o Coup de Cœur da SACD na Quinzena dos Cineastas, enquanto I See Buildings Fall Like Lightning, de Clio Barnard, venceu o Prémio do Público. Já o Europa Cinemas Label foi para Too Many Beasts, de Sarah Arnold, thriller rural sobre agricultores, caçadores, javalis e corrupção local.

23 de maio

Mungiu

“Fjord” vence prémios da crítica e do Júri Ecuménico em Cannes

Fjord, de Cristian Mungiu, venceu em Cannes o Prémio do Júri Ecuménico e o Prémio da Crítica FIPRESCI. Protagonizado por Sebastian Stan e Renate Reinsve, o filme aborda suspeitas de violência doméstica, imigração e intolerância religiosa, mantendo-se ainda na corrida à Palma de Ouro. A FIPRESCI distinguiu também A Girl Unknown, de Zou Jing, entre Semana da Crítica/Quinzena dos Cineastas, e Ben’Imana, de Marie Clémentine Dusabejambo, em Un Certain Regard.

23 de maio

À l’histoire de la nuit

À l’histoire de la nuit, de Léa Mysius, é um huis clos rural atravessado por medo, violência e desejo de proteção. Próximo de Straw Dogs e A History of Violence, o filme trabalha a vulnerabilidade como detonador da tensão. “Ela está sempre lá para nos lembrar o coração daquilo que devemos ser”, disse ao C7nema Bastien Bouillon, ator de La Nuit du 12.

22 de maio

Red Rocks

Red Rocks, de Bruno Dumont, troca a extravagância sci-fi de The Empire por um minimalismo infantil na Quinzena dos Cineastas. Filmado na Côte d’Azur, acompanha crianças entre brincadeiras, amores e pequenas transgressões de verão. A fotografia é belíssima, com a primeira vez do cineasta a usar câmara na mão. Encenado por miúdos, mas feito para adultos, o filme invade terrenos à la Romeu e Julieta, expondo ciúme, rivalidade e violência.

22 de maio

Notre Salut

Em Notre Salut, Swann Arlaud interpreta um homem preso à engrenagem administrativa da França de Vichy, num filme que interroga a responsabilidade individual perante o avanço do fascismo. O ator trabalhou a personagem como uma incógnita moral: alguém que não se vê necessariamente do lado errado da História. “O mal está escondido nos detalhes”, disse ao C7nema.

22 de maio

Ulya

Ulya parte da história da basquetebolista letã Uļjana Semjonova para falar de diferença, gigantismo e pressão social sob o regime soviético. O realizador transforma o desporto num retrato íntimo de deslocação, filmado a preto e branco e com um homem no papel principal. “Toda a gente tem esse monstro ou gigante interior”, disse ao C7nema.

Everytime vence Un Certain Regard

Everytime, da austríaca Sandra Wollner, venceu o prémio principal de Un Certain Regard em Cannes. Protagonizado por Birgit Minichmayr, Lotte Keiling, Tristan López e Carla Hüttermann, o drama acompanha uma família em férias de verão atravessada por uma tragédia. O júri presidido por Leïla Bekhti destacou a forma como o filme retrata a experiência do luto.

22 de maio

Teenage Sex and Death at Camp Miasma vence Queer Palm

Teenage Sex and Death at Camp Miasma, de Jane Schoenbrun, venceu a Queer Palm 2026 em Cannes. O júri elogiou a forma como o filme resgata o slasher da misoginia e da transfobia históricas do género, transformando-o num espaço queer de reparação. Du Fioul dans les Artères recebeu o Prémio Descoberta e Silent Voices venceu nas curtas.

22 de maio

La Perra vence Palm Dog


A vitória de Yuri no Palm Dog 2026 confirma o desejo de Dominga Sotomayor: a cadela de La Perra foi distinguida em Cannes após passar de um abrigo chileno ao centro do filme. “Todos os dias havia um desafio: a cadela a nadar no mar, a brincar, uma cria”, disse a realizadora ao C7nema.

22 de maio

La Bataille de Gaulle

Com distribuição assegurada em Portugal, La Bataille de Gaulle: L’Âge de fer recupera o momento em que Charles de Gaulle, ainda longe do mito nacional, recusa a capitulação francesa em 1940 e parte para Londres. Simon Abkarian interpreta o general como uma figura de consciência, não de medo: “De Gaulle fala à consciência deles, à sua nobreza”, disse o ator ao C7nema.

21 de maio

Mariage au goût d’orange,

Em Mariage au goût d’orange, Adèle Exarchopoulos reencontra Christophe Honoré num filme coral sobre família, trauma e violência herdada. A atriz vê ali uma reflexão sobre aquilo que se transmite entre gerações: “O tema do filme é: o que transmitimos nos traumas”, disse ao C7nema. Para ela, a família pode ser cumplicidade, mas também pacto perigoso de perdão.

21 de maio

Death Has No Master

Em Death Has No Master, Asia Argento interpreta uma mulher que se aventura na Venezuela para vender a plantação de cacau do pai falecido, mas acaba confrontada com uma herança colonial, familiar e psicológica que a desestabiliza. A atriz isolou-se para entrar na personagem: “Tive de adorar esta personagem, mesmo que ela tenha aspetos que detesto”, disse ao C7nema.

21 de maio

Coward

Coward leva Lukas Dhont à Primeira Guerra Mundial para filmar um amor entre dois soldados belgas, um preso à rigidez masculina da frente de batalha, o outro a desafiar os códigos de género dentro do exército, ao servir como forma de entretimento musical para os batalhões. Entre lama das trincheiras, sangue e desejo reprimido, o cineasta encontra talvez o seu filme mais maduro e com maior tensão sensual.

21 de maio

Too Many Beasts

Too Many Beasts, de Sarah Arnold, venceu o Europa Cinemas Label para melhor filme europeu da Quinzena dos Cineastas em Cannes. A primeira longa da realizadora francesa, exibida com o título original L’Espèce explosive, foi elogiada pelo júri pela originalidade e pela mistura de géneros, entre thriller, comédia, policial e romance. O prémio garante apoio da rede Europa Cinemas à circulação do filme em salas europeias.

21 de maio

L’Objet du délit

L’Objet du délit devolve Agnès Jaoui ao teatro das relações humanas, onde o riso nasce do desconforto. Nos bastidores de As Bodas de Figaro, uma acusação de agressão sexual expõe choques geracionais, impasses morais e contradições colectivas. O risco é virar tese, mas Jaoui conhece bem a comédia das fraturas sociais. Há aqui ecos irónicos de Testament, de Denys Arcand, mas como maior exposição dos dois lados da questão.

Roma Elastica

Roma Elastica confirma Bertrand Mandico como artesão de um cinema artificial, sensorial e cinéfilo. Marion Cotillard é uma atriz doente que viaja para Itália para rodar talvez o último filme. Mas o transe felliniano soa agora a repetição: menos descoberta, mais fetiche autoral. Cotillard e Noémie Merlant ainda seguram o delírio.

21 de maio

Katàbasis

Katàbasis, criação de Ugo Arsac, venceu o prémio de Melhor Obra Imersiva no 79.º Festival de Cannes. O júri da Competição Imersiva, presidido por Blanca Li, atribuiu ainda uma Menção Especial a The Black Mirror Experience, de David Bardos e Damià Ferràndiz. A seleção deste ano contou com nove obras em competição, de oito países.

20 de maio

©Marine Atlan

La Gradiva

La Gradiva, de Marine Atlan, venceu o Grande Prémio AMI Paris da Semana da Crítica em Cannes. A primeira longa-metragem da cineasta, sobre adolescentes franceses em viagem escolar a Nápoles e Pompeia, foi distinguida pelo júri presidido por Payal Kapadia. Viva, de Aina Clotet, recebeu o prémio Revelação Louis Roederer.

20 de maio

Diamond

Depois de 21 anos sem realizar longas, Andy Garcia regressa com uma espécie de Don Quixote noir, apropriando-se do melhor que recebeu de Coppola, Lumet ou De Palma. Em frente à câmara, é Joe Diamond, detetive famoso por resgatar flamingos perdidos, envolvido num assassinato milionário onde luto, segredo e verdade se confundem. E ainda há Bill Murray. RF

20 de maio

Mariage au goût d’orange

Mariage au goût d’orange, de Christophe Honoré, estreia em Cannes Première com um elenco de luxo — Adèle Exarchopoulos, Paul Kircher, Malou Khebizi, Vincent Lacoste e Nadia Tereszkiewicz. Em Nantes, em 1978, um casamento familiar expõe repressões íntimas e institucionais, feridas de infância e ecos coloniais. Um Honoré em boa forma, num melodrama coral sobre aquilo que une e rasga uma família.

19 de maio

Next Step Sooner Prize 2026.

O Next Step da Semana da Crítica distinguiu Happy Hardcore, da irlandesa-britânica Róisín Burns, com o Next Step Sooner Prize 2026. Criado para acompanhar cineastas de curtas selecionadas pela secção na passagem à primeira longa, o programa apoia desenvolvimento, reescrita, composição musical e contatos profissionais. O projeto segue um jovem desertor da guerra do Iraque em Liverpool, em 2004.

The Unknown – Competição

The Unknown, de Arthur Harari, é um mistério de troca de corpos com Léa Seydoux e Niels Schneider. Adaptado da novela gráfica criada por Harari com o irmão Lucas, o filme acompanha um fotógrafo que acorda no corpo de uma mulher enigmática, abrindo uma exploração pela razão do sucedido. Bastante negro num tópico que o cinema americano sempre ofereceu comédias, The Unknown tem em si suficiente estranheza e atmosfera para sustentar atuações desequilibradas.

19 de maio

Titanic Ocean – Un Certain Regard

Titanic Ocean nasce de uma imagem encontrada online: jovens japonesas a treinar com caudas de sereia. A realizadora grega Konstantina Kotzamani transforma esse universo pop e aquático numa fábula sensorial sobre identidade, fantasia e medo. “O meu cinema é muito mais sensorial, muito mais musical, é um reino de sentimentos”, disse ao C7nema.

19 de maio

Tin Castle

Documentario de observação, Tin Castle acompanha uma família de travellers irlandeses a partir da intimidade construída ao longo de vários anos. O realizador evita tanto a miséria como a romantização, filmando o quotidiano através do olhar das crianças e da lógica de clã. “Queria que a câmara fosse como um décimo primeiro filho da família ”, disse ao C7nema.

19 de maio

Her Private Hel

Her Private Hell é todo um embrulho luxuoso sem presente: um showreel para casa de moda disfarçado de cinema transgressor. Nicolas Winding Refn toma o espetáculo visual por linguagem, o néon por pensamento e o fetiche por narrativa. Nisto, só Sophie Thatcher parece ter algo a dizer — não porque o filme lhe dê matéria, mas porque a sua presença ainda abre algumas brechas no vazio imenso que a rodeia. JPR

18 de maio

Soy Tu Animal Materno

Soy Tu Animal Materno prolonga o interesse de Valentina Maurel por famílias instáveis, sentimento de pertença e identidades em trânsito entre a Costa Rica e a Europa. Filmado no bairro onde cresceu, o filme cruza ficção e autobiografia sem se fixar numa só verdade. “Quero sempre ter uma linha muito turva entre a ficção e aquilo que parece autobiográfico”, disse ao C7nema.

18 de maio

Fjord

Fjord, de Cristian Mungiu, marca o regresso do cineasta romeno à competição de Cannes com um drama social denso e ambíguo. Sebastian Stan e Renate Reinsve estão extraordinários como um casal evangélico romeno-norueguês investigado por abuso infantil, num filme sobre fé, autoridade familiar em conflito com estatal, sistemas de proteção e choques culturais numa Noruega zelosa quanto à melhor solução “para as crianças”, mesmo que se vá contra os seus desejos. JPR

18 de maio

La perra

La perra, de Dominga Sotomayor, nasce de uma adaptação livre, deslocada para uma ilha chilena batida pelo vento. Entre a dureza da paisagem e a energia imprevisível da cadela Judy, a realizadora filma uma mulher bloqueada pelo passado. “Gosto desta contradição entre amar os cães e ser contra a domesticação”, disse a cineasta ao C7nema.

18 de maio

Garance – Competição Palma de Ouro

Garance, de Jeanne Herry, coloca Adèle Exarchopoulos na corrida à Palma de Ouro com uma personagem feita à sua medida: atriz talentosa, vital, caótica e alcoólica. Entre teatro, dobragens, amor, família e autodestruição, o filme tem dinamismo, mas resvala para o moralismo. Ainda assim, Exarchopoulos incendeia o ecrã. RF

18 de maio

All the Lovers in the Nigh

All the Lovers in the Night, de Yukiko Sode, adapta Mieko Kawakami a partir da solidão de Fuyuko, uma mulher que escolhe viver desligada do mundo até encontrar em Mitsutsuka uma forma frágil de intimidade. “Queria respeitar o lado poético e abstrato do romance”, disse a realizadora ao C7nema.

18 de maio

The Station

The Station, primeiro filme iemenita na programação oficial de Cannes, chega à Semana da Crítica como uma ficção sobre resistência feminina num país atravessado pela guerra. A realizadora recria o Iémen na Jordânia e recusa explicar o conflito: “Não preciso de mostrar a guerra para transmitir as emoções, o sofrimento e as nuances de viver numa situação de guerra”, disse ao C7nema.

17 maio

Hope

Hope, de Na Hong-jin, é a ousadia mais delirante da seleção: um poema ecológico de invasão cósmica, ação e sobrevivência na Zona Desmilitarizada entre as Coreias. Num território rural tomado pelo medo, um grupo de quase-heróis enfrenta uma criatura talvez menos colonizadora do que desterrada. Sci-fi convulsiva, livre e eletrizante. RF

17 de maio

Rendez-vous com Cate Blanchet

Cate Blanchett afirmou, durante uma conversa no Festival de Cannes, que o movimento #MeToo “foi morto muito rapidamente”, defendendo que a indústria fechou a discussão por não querer enfrentar uma camada sistémica de abusos. A atriz esteve na Croisette para apresentar a nova edição do Displacement Film Fund.

17 de maio

Moulin

Moulin, de László Nemes, é arrebatador mesmo quando encara a tortura sem meios-tons. Em competição em Cannes, o filme transforma Jean Moulin e Klaus Barbie em arquétipos de resistência e barbárie, sem ceder à biopic explicativa. Gilles Lellouche aguenta o embate, mas Lars Eidinger assombra tudo como força monstruosa da História. RF

17 de maio

Too Many Beasts

Too Many Beasts, estreia de Sarah Arnold na longa-metragem, chega à Quinzena dos Cineastas como um mix de thriller, drama e comédia criminal rural atravessada por javalis, corrupção local e o absurdo. Alexis Manenti interpreta um polícia vindo da Córsega para investigar desaparecimentos e mortes ilegais de animais, ao lado de Ella Rumpf. Divertido quando quer, misterioso quando consegue. A dupla de protagonistas é sensacional. JPR

17 de maio

Paper Tiger

De regresso à corrida pela Palma de Ouro, James Gray encara Paper Tiger como um olhar sobre a década em que o mercado foi sacralizado. “A década de 1980 tornou-se o período em que o mercado passou a ser um deus”, disse em Cannes. Entre máfia russa, família e sonho americano, o filme procura nas camadas de Nova Iorque a origem moral dessa conversão capitalista.

Vittorio De Sica – La Vita in Scena

Na secção Cannes Classics 2026, Vittorio De Sica – La Vita in Scena, de Francesco Zippel, revisita a vida e o legado de um gigante do cinema italiano. Entre arquivos, família e cineastas influenciados por De Sica, o documentário procura “prestar homenagem” e recordar “a vida extraordinária destes gigantes”.

17 de maio

Full Phil

FullPhil é “só” mais um Dupieux — e isso significa uma dose extra da sátira com que o músico e cineasta destroça o jogo de aparências das relações sociais. A mistura de body horror e comédia sem grande graça ganha algum fôlego na entrega fluida de Kristen Stewart, Woody Harrelson e Charlotte Le Bon. Em paralelo, há uma narrativa a preto e branco, espécie de versão B de O Monstro da Lagoa Negra, vista em DVD por Madeleine, turista americana em França, enquanto tenta dialogar com o pai, Phil, vivido por um luminoso Harrelson. Le Bon interpreta a camareira de um hotel de luxo que se instala entre os dois, atenta à falta de temperança de Phil, figura tão magnética quanto incontrolável. RF

17 de maio

Sheep in the Box

Sheep in the Box, de Hirokazu Koreeda, parte de uma ideia inquietante — um casal recebe um androide à imagem do filho morto — para refletir sobre luto, memória e convivência com máquinas inteligentes. O filme tem a delicadeza muito própria de Koreeda e evita o pessimismo fácil sobre a IA, mas o excesso de sentimentalismo (ou demasiado coração) enfraquece qualquer verdadeira reflexão. JPR

17 de maio

La Gradiva

La Gradiva, de Marine Atlan, nasce de uma viagem escolar a Nápoles e Pompeia para pensar adolescência, desejo, memória e mortalidade. Com olhar próximo do documentário, a realizadora mergulha num grupo de jovens e assume ao C7nema: “Acho que o verdadeiro tema do filme é o tempo.

17 de maio

Cineum -Sala Imax

Primeira visita este ano ao Cineum, sala Imax, para apanhar un filme “perdido” da Competição à Palma. O filme é Sheep in the Box, de Hirokazu Koreeda, que transforma uma premissa de pesadelo tecnológico numa delicada fábula sobre o luto.

16 de maio

Paper Tiger

Adam Driver arrasta Miles Teller para problemas com a mafia russa em Paper Tiger, thriller de James Gray onde o perigo invade a esfera familiar. O filme tem nervo, mas o coração puxa-o constantemente para o dramalhão. Driver impõe presença como antiga força da lei metida com criminosos; Teller cumpre serviço, enquanto Scarlett Johansson fanda perdida entre gritos e suspiros porque Gray nunca lhe dá uma verdadeira força como personagem. JPR

16 de maio

El Ser Querido

Sim — até pela proximidade temporal, é difícil não pensar em Valor Sentimental. Mas El Ser Querido é outro animal: menos elegia familiar do que máquina de tensão sobre o próprio ato de filmar, com Sorogoyen a transformar o set num campo de batalha entre o cinema e a paternidade. Javier Bardem domina como cineasta-pai, carismático e abusivo, mas é Vitoria Luengo quem lhe dá resistência emocional. JPR

16 de maio

L’Âge d’Or

L’Âge d’Or, primeira longa-metragem de Bérenger Thouin, foi apresentada em Cannes Classics. O filme atravessa o século XX europeu através de uma personagem feminina comum, cruzando ficção e imagens de arquivo para reinventar o filme de época. O título assume uma ironia clara: um “século dourado” marcado por guerras, modernidade, ascensão social e constrangimentos impostos às mulheres.

16 de maio

Lisandro Alonso e Misael Saavedra reencontram-se em La Libertad Doble

Lisandro Alonso regressa a La Libertad 25 anos depois com La Libertad Doble, reencontrando Misael Saavedra e uma forma mais simples de filmar. Sem apoio do governo argentino, por decisão ética e política, o cineasta fala ao C7nema sobre liberdade, amizade, crise cultural e um futuro que vê sem grande esperança.

16 de maio

Blaise

Filme de abertura da ACID, Blaise leva ao cinema a personagem criada em banda desenhada por Dimitri Planchon. Em animação artesanal, próxima do fotomontagem original, acompanha Blaise já adolescente, confrontado com o mundo adulto e a obsessão familiar de nunca desagradar, num retrato satírico bem conseguido do mal-estar social contemporâneo. JPR

16 de maio

Autor: Joachim_Tournebize/FDC

Marion Le Corroller

Sanguine, de Marion Le Corroller, transforma burnout, produtividade e corpo em body horror político. Apresentado em Sessão da Meia-Noite em Cannes, o filme acompanha Margot nas urgências que enfrenta pacientes da sua idade com sintomas inexplicáveis. “A arte é uma arma para destruir essas injunções e propor novos olhares.”, diz a realizadora de Sanguine, ao C7nema.

16 de maio

Quando se circula pelas ruas de Cannes, o marketing aos filmes é frequente. Porém, esta imagem colada nos postes da cidade evocam o filme La perra, de Dominga Sotomayor, que estreia mundialmente na Quinzena dos Cineastas. Numa ilha isolada ao largo do Chile, Silvia vive da colheita de algas até a chegada de Yuri, uma cadela errante, iluminar a sua rotina. Quando o animal desaparece, um trauma de infância regressa à superfície.

15 de maio

Gentle Monster

Léa Seydoux tenta sustentar Gentle Monster, drama sombrio de Marie Kreutzer sobre o colapso de uma família após a suspeita de envolvimento do marido numa rede de pornografia infantil. Em competição em Cannes, o filme aborda uma matéria devastadora, mas o guião não acompanha a evolução psicológica dos acontecimentos, perdendo-se em iscos para críticos — música, cinema, artista e técnica — que não levam a lado nenhum e se revelam ocos. JPR

15 de maio

Next Step Studio Indonesia 2026”,

O programa “Next Step Studio Indonesia 2026”, primeira edição indonésia da iniciativa criada pela Semana da Crítica de Cannes, juntou quatro realizadores locais a cineastas do Sudeste Asiático para coescrever e correalizar curtas-metragens filmadas no país Entre o talento ainda em estado bruto e o já lapidado, destacaram-se Holy Crowd, sátira sobre superstição, religião e oportunismo coletivo, e Mothers Are Mothering, uma experiência sensorial entre body horror, trauma e marginalidade feminina. Os quatro filmes exploram abusos, memória e violência social através do realismo íntimo, da fantasia e da provocação política.

15 de maio

John Travolta recebe Palma de Ouro honorária

John Travolta foi surpreendido em Cannes com uma Palma de Ouro honorária antes da estreia mundial de Propeller One-Way Night Coach, a sua primeira realização. “Este prémio vai além dos Óscares”, disse o ator, visivelmente emocionado. O filme, baseado no seu livro infantil, chega à Apple TV a 29 de maio.

15 de maio

Gessica Généus

A realizadora e atriz haitiana Gessica Généus defendeu em Cannes um cinema feito de provocação, liberdade e comunidade com Marie Madeleine. Após uma ovação de dez minutos, explicou que filmar a partir de um país sem salas de cinema já é “ousar”. “Eu venho de uma lógica em que não preciso que me criem um espaço: arranco-o, se for preciso, porque foi isso que os meus antepassados fizeram”, afirmou ao C7nema. Entre religião, corpo feminino, prostituição e tradições afro-haitianas, o filme procura contrariar imagens redutoras do Haiti.

15 de maio

Koji Fukada

Kôji Fukada leva Nagi a Cannes com Nagi Notes, filme em competição pela Palma de Ouro. A vila japonesa, conhecida por contrariar a queda da natalidade, torna-se cenário e personagem de um drama sobre memória, desejo e permanência. “Os dias passam como se algo, ali, a convidasse a ficar”, disse o cineasta em entrevista ao C7nema.

15 de maio

Aina Clotet

VIVA, de Aina Clotet, acompanha uma mulher que tenta reconstruir a relação com o corpo, o desejo e a liberdade depois de sobreviver ao cancro da mama. “A película não trata do cancro, mas da consequência que ele deixa no corpo”, disse a realizadora ao C7nema. Longe do drama inspirador previsível, o filme observa a vida depois da ferida, entre humor, raiva, medo e erotismo.

15 de maio

©Guillaume Lutz

Kohei Kadowaki

Kohei Kadowaki estreia-se nas longas com We Are Aliens, revelação da Quinzena dos Cineastas que mistura animação 2D, rotoscopia e memória traumática. “Queria evitar qualquer tipo de mentira ou artificialidade”, disse ao C7nema. Um coming-of-age sobre amizade, culpa e exclusão, feito de pequenos gestos e imagens inquietantes.

14 de maio

Parallel Tales

Asghar Farhadi regressa com Parallel Tales, drama sobre voyeurismo, escrita e projeção, onde a realidade inspira a ficção e esta acaba por contaminar a realidade. Isabelle Huppert interpreta uma escritora reclusa que observa os vizinhos e transforma as suas vidas em ficção, até essa ficção os levar a reavaliar o quotidiano. É no elenco estelar e na reflexão sobre o poder das histórias que o filme encontra a sua força, mesmo que tropece ocasionalmente em redundâncias. JPR

14 de maio

Fatherland

Vencedor do Óscar de Melhor Filme Internacional com Ida (2013), há onze anos, o polaco encontrou no preto e branco um esperanto a partir do qual estabelece comunhão com as mais variadas línguas, incluindo o alemão do romancista Prémio Nobel (1875–1955). A impressionante semelhança que a caracterização de Fatherland confere ao ator parece trazer o autor de A Montanha Mágica de volta à vida. Igualmente notável é a troca desse mito germânico em cena com a atriz , que interpreta a sua filha, Erika. Os dois Mann cruzam-se numa viagem por uma Alemanha do pós-Segunda Guerra, marcada por uma experiência de luto.

14 de maio

El Deshielo

Passados quatro anos da sua estreia na realização, Manuela Martelli regressa com El Deshielo, um thriller onde o suspense se constrói mais pela atmosfera do que por reviravoltas. Em 1992, num Chile ainda marcado pela ditadura, a jovem Inés (Maya O’Rourke), hospedada numa estância de esqui, faz amizade com Hanna, uma atleta alemã. Quando esta desaparece, a miúda tenta perceber o que aconteceu, num ambiente de silêncio, gelo e segredos. Essa aura de mistério mantém a plateia em suspenso. RF

14 maio

Xavier Dolan celebra 10 anos de Tão Só o Fim do Mundo

No próximo dia 21, o ator e realizador canadiano estará em para orientar um colóquio sobre adaptação teatral na série de debates La FNAC Fait Son Cinéma, organizada pela mais antiga livraria local. A FNAC da Croisette recebe, ano após ano, desde 2005, um conjunto de artistas para discutir estéticas e poéticas. Dolan assinala também uma década da consagração de Tão Só o Fim do Mundo (2016), distinguido com o Grande Prémio do Júri em Cannes.

14 de maio

Ceniza en la boca – Sessão Especial

Diego Luna, na sua quarta longa-metragem, apresenta Ceniza en la boca, também conhecido internacionalmente como Ashes numa Sessão Especial em Cannes. Adaptado do romance de Brenda Navarro, o filme acompanha Lucila, jovem deixada, temporariamente, no México pela mãe, que parte para Espanha em busca de uma vida melhor. Com Anna Díaz como a grande revelação, a fita percorre lugares comuns da migração, sempre com grande sentido estético, evitando o melodrama fácil e encontrando singularidade.JPR

14 de maio

Federico Luis: “Não quero estar perto de Javier Milei”

Federico Luis regressa a Cannes com Para Los Contrincantes, curta documental sobre boxe infantil em Tepito, no México. Após vencer a Semana da Crítica com Simón de la Montaña, o argentino encontra nos ringues a violência, a dança e a política. Sobre filmar na Argentina de Javier Milei, é direto: “não quero estar perto dele”. +

14 de maio

L’Abandon – Sessão Especial

Calcado numa montagem sufocante, estruturada por Aurique Delannoy nas raias do thriller, L’Abandon se desenha como um devastador ensaio ético sobre difamação, com foco no estado islâmico e seu atentado contra o jornal humorístico Charlie Hebdo há cerca de uma década. O assassinato do professor Samuel Paty, em 2020, serve de eixo para uma reconstituição das mais dialéticas, protagonizado por Vincent Garenq com pressão ao extremo. RF

14 de maio

Jordana Brewster

Jordana Brewster participa numa conversa Kering Women In Motion, a 15 de maio, em Cannes. O encontro decorre às 10h00 na suite Kering do Hotel Carlton, integrando o programa dedicado à visibilidade e ao papel das mulheres na indústria cinematográfica.


14 de maio

Nagi Notes – Competição

Koji Fukada chega à competição de Cannes com Nagi Notes, um drama discreto sobre a chegada de uma mulher a uma comunidade rural japonesa. Shizuka Ishibashi interpreta Yuri, antiga cunhada de uma escultora vivida por Takako Matsu, cuja presença desperta memórias, desejos e segredos. Uma obra repleta de naturalismo que, embora chame a si a temática queer, nunca se sente panfletária. Como tão bem evoca o wabi-sabi, a beleza nasce da simplicidade, da imperfeição e do essencial. Nagi Notes é composto por tudo isso. JPR

14 de maio

Vin Diesel em Cannes

Vin Diesel emocionou-se ao recordar Paul Walker na sessão especial da meia-noite de The Fast and the Furious (2001), em Cannes. Acompanhado por Jordana Brewster, Michelle Rodriguez e Meadow Walker, filha do falecido ator, Diesel evocou a relação fraterna nascida no filme. A projeção dos 25 anos da saga terminou com uma ovação de quatro minutos.

13 de maio

Júri da Competição Imersiva

Blanca Li preside o júri da Competição Imersiva do 79.º Festival de Cannes, dedicada às narrativas mais inovadoras do ano. A artista franco-espanhola será acompanhada por Céline Tricart, Michel van der Aa, Mary Matheson e Hsin-Chien Huang. O prémio de Melhor Obra Imersiva será entregue a 21 de maio, na Plage des Palmes.

13 de maio

Teenage Sex and Death at Camp Miasma

Teenage Sex and Death at Camp Miasma, filme de abertura da secção Un Certain Regard 2026, é mais relevante — e ousado — enquanto gesto político de afirmação queer do que como expressão do género que convoca: o terror. O recurso à metalinguagem esvazia qualquer possibilidade de tensão na camada narrativa supostamente realista, onde a Morte ronda as personagens. A persona pop de Gillian Anderson, a agente Scully da série The X-Files, nunca se descola da atriz e inviabiliza a construção de uma nova figura a partir das suas ferramentas cénicas, na representação de uma scream queen há muito desaparecida de uma antiga franquia. RF

13 de maio

La Vie d’une Femme – Em Competição

La Vie d’une Femme confirma Léa Drucker como uma das grandes presenças do cinema francês atual. Charline Bourgeois-Tacquet acompanha Gabrielle, cirurgiã obcecada pelo controlo, entre desgaste profissional, crise familiar e desejo inesperado. Um retrato tenso e pouco complacente de uma mulher incapaz de baixar as defesas. +

13 de maio

In Waves

In Waves – Abertura da Semana da Crítica

In Waves aposta num colorido vívido para falar da experiência do luto na juventude, num diálogo com a linguagem das artes gráficas. É um drama geracional sobre dois despertares paralelos: o clamor do desejo e do amor, de um lado; a percepção da finitude do outro. O surf cruza as duas pontas dessa narrativa onde um rapaz testemunha o calvário da sua amada contra uma doença terminal. RF

13 de maio

Casa cheia e jogo grande

Já estamos na bancada lateral para ver The Match, filme que revisita o icónico Argentina-Inglaterra do Mundial de 1986, no Estádio Azteca, marcado pela “Mão de Deus” de Maradona. Com imagens raras de arquivo, o documentário reconstrói o jogo como memória viva e a culminação de dois séculos de tensões entre os dois países, da história colonial à Guerra das Malvinas.

13 de maio

Butterfly Jam

Butterfly Jam, de Kantemir Balagov, abriu a Quinzena dos Cineastas como uma chapada emocional. Passado em Nova Jérsia, acompanha um adolescente circassiano-americano dividido entre wrestling, família e violência. “Queríamos abraçar o embaraço”, disse Balagov, num filme sobre masculinidade frágil, diáspora e herança familiar. Butterfly Jam nasceu de uma necessidade pessoal do cineasta de explorar “o masculino”, “a sua própria masculinidade” e a ideia de que é natural “que os homens se sintam frágeis”. + JPR

13 de maio

Peter Jackson © Amélie Canon

Peter Jackson – Rendez-vous

No meio de declarações de amor à versão de 1933 de King Kong e de reflexões sobre o uso de arquivo no documentário, Peter Jackson aproveitou o seu Rendez-vous com o Festival de Cannes para consolar os fãs, há muito carentes das suas ficções, anunciando o próximo projeto: Prisoners of the Sun, segunda parte da trilogia baseada nas BD de Tintin, que iniciou com Steven Spielberg em 2011. “Vai acontecer. Há sempre algo a inspirar-me a filmar”, disse Jackson, durante uma conversa de quase 1h30 na sala Debussy do Palais des Festivals, conduzida pelo jornalista Didier Allouche.

Novas viagens à Terra Média também estão a caminho. Jackson confirmou que há vários projetos ligados ao universo de O Senhor dos Anéis em desenvolvimento, mas deixou claro que o regresso à ficção passa primeiro por Tintin. +

13 de maio

Prix de la Citoyenneté

O Prix de la Citoyenneté chega à 8.ª edição em Cannes com o Ministério francês para a Igualdade de Género e a Luta contra a Discriminação como novo parceiro. Presidido por Jean-Paul Salomé, o júri atribui o prémio a 23 de maio, no Palais des Festivals. A associação Clap Citizen Cannes organiza ainda, a 21 de maio, o debate Cinema e Diversidade, uma questão cívica, na praia do CNC.

13 de maio

Foto por C7nema

Casa cheia para ver Butterfly Jam

Um dos momentos mais aguardados da Quinzena dos Cineastas acontece hoje com a estreia mundial de Butterfly Jam, o novo filme de Kantemir Balagov. A sessão esgotada confirma o forte interesse da crítica no regresso do realizador de Beanpole a Cannes, agora com a sua primeira longa-metragem em língua inglesa.

13 de maio

Prix Alpine

Alice Winocour será distinguida com o Prix Alpine na 58.ª Quinzena dos Cineastas. A realizadora recebe o prémio pelo seu percurso e por Coutures, filme com Angelina Jolie, Louis Garrel e Vincent Lindon. Criado em 2025, o galardão distingue anualmente uma personalidade do cinema pela sua visão singular.

12 de maio

La Vénus électrique – Filme de abertura

Muito interessado em promover estreias comerciais francesas nos últimos anos — Final Cut (2022), Jeanne du Barry (2023), The Second Act (2024), Leave One Day (2025) —, Cannes abriu esta edição com The Electric Kiss, uma comédia screwball clássica em que Pierre Salvadori regressa ao seu terreno mais confortável. A trama acompanha uma artista de feira (Anaïs Demoustier) que se faz passar por médium junto de um pintor devastado (Pio Marmaï) pela morte da companheira. Entre espiritismo, romance e melancolia, o filme encontra os seus momentos divertidos, dentro de uma mise-en-scène pura, mas nunca sai de uma fórmula demasiado familiar, que nunca chega a fascinar na sua ambição entre o romance de época e a comédia de enganos. + JPR

12 maio

Gong Li e Jane Fonda declaram “aberto” o Festival de Cannes

A cerimónia de abertura da 79.ª edição de Cannes encerrou com Gong Li e Jane Fonda em palco. A atriz chinesa e a norte-americana uniram vozes para celebrar “a audácia, a liberdade e o ato feroz da criação”, declarando oficialmente aberto o festival e dando início a doze dias de cinema. +

12 de maio

Palma de Ouro honorária a Peter Jackson

Peter Jackson recebeu a Palma de Ouro Honorária na abertura de Cannes das mãos de Elijah Wood, o eterno Frodo de O Senhor dos Anéis. Com humor, o cineasta brincou que o prémio era a forma do festival pedir desculpa por não ter dado a Palma a Bad Taste em 1988. Também recordou que a venda do filme para mais de 50 territórios no Marché du Film foi decisiva para se fixar como realizador.+

12 de maio

Eye Haïdara

Eye Haïdara, anfitriã da cerimónia de abertura do Festival de Cannes, saudou no seu monólogo de entrada “todos os que tentam resistir, aqui e noutros lugares”. Acompanhada pela violinista Miri Ben-Ari, a mestre de cerimónias citou Godard — “não fazemos um filme para sermos cautelosos” — e defendeu o cinema como espaço de coragem, escuta e atenção ao outro. +

8 de maio – 17h00

© Vincent Storaro

Monia Chokri preside júri da Caméra d’Or

Monia Chokri vai presidir ao júri da Caméra d’Or no Festival de Cannes 2026. O prémio distingue a melhor primeira longa-metragem do festival. A cineasta destacou-se com The Nature of Love. O júri inclui Michel Benjamin, Cédric Coppola, Marine Francen e Christophe Massie. +

6 de maio – 16h00

© Universal Pictures

“The Fast and the Furious” no Festival de Cannes

The Fast and the Furious (2001) acelera até ao Festival de Cannes com uma sessão de meia-noite a 13 de maio, no Grand Théâtre Lumière. O arranque da saga liderada por Vin Diesel celebra 25 anos. O próximo filme da saga, Fast Forever, chega em 2028. +

5 de maio – 17h00

© LEE Seung-hee

Cannes 2026: Park Chan-wook lidera um júri internacional diverso e multigeracional

O Festival de Cannes anunciou o júri da 79.ª edição, presidido por Park Chan-wook, com Demi Moore, Diego Céspedes, Laura Wandel, Chloé Zhao, Isaach De Bankolé, Ruth Negga, Stellan Skarsgård e Paul Laverty. O grupo atribuirá a Palma de Ouro a 23 de maio. +

23 de abril

Red Rocks

Novos filmes de James Gray, Tiago Guedes e Bruno Dumont adicionados ao Festival de Cannes

James Gray junta-se à competição à Palma de Ouro do Festival de Cannes com Paper Tiger (2026), protagonizado por Adam Driver e Scarlett Johansson. O festival reforçou ainda várias secções paralelas, incluindo a presença portuguesa de Aqui (2026), de Tiago Guedes. +

21 de abril – 22h00

Fotografia de Roland Neveu, no set de Thelma & Louise (Ridley Scott, 1991) © MGM Studios / Design gráfico © Hartland Villa

Thelma & Louise inspiram cartaz do Festival de Cannes

Trinta e cinco anos depois da estreia de Thelma & Louise (1991) em Festival de Cannes, o clássico de Ridley Scott inspira o cartaz oficial de 2026. Geena Davis e Susan Sarandon eternizam um road movie feminista transformado em manifesto de fuga e resistência. +

17 de abril

Da esquerda para a direita: Leïla Bekhti © Virgile Texier / Khaled Mouzanar © DR / Angèle Diabang © Mbar Diop / Laura Samani © Gianmarco Chieregato / Thomas Cailley © 2023 Nord-Ouest Films – Studiocanal – France 2 Cinéma – Artémis Productions – Ivan Mathié

Leïla Bekhti preside júri da Un Certain Regard

Leïla Bekhti lidera o júri Un Certain Regard da 79.ª edição do Festival de Cannes, acompanhada por Angèle Diabang, Khaled Mouzanar, Laura Samani e Thomas Cailley. +

15 de abril

ACID Cannes 2026 destaca nove estreias mundiais

A ACID regressa a Festival de Cannes com nove longas-metragens em estreia mundial, escolhidas por um comité de cineastas entre mais de 650 filmes. A secção paralela mantém o foco em Cinema independente sem distribuição, privilegiando propostas de forte liberdade artística. +

Novos filmes de Lisandro Alonso, Clio Barnard e Radu Jude na Quinzena dos Cineastas

A Quinzena dos Cineastas regressa a Festival de Cannes com 19 longas-metragens de 19 países. Entre autores consagrados e primeiras obras, a secção paralela cruza cinco continentes e reafirma o compromisso com um Cinema de autor livre, político e formalmente diverso. +

13 de abril

Sete longas-metragens em competição na Semana da Crítica de Cannes 2026

A 65.ª Semana da Crítica de Festival de Cannes abre, pela primeira vez, com uma longa-metragem de animação: In Waves (2026), de Phuong Mai Nguyen. Entre descobertas juvenis, crise ambiental e memórias familiares, a secção paralela mantém o foco em novas vozes. +

9 de abril

Cannes 2026 aposta em autores consagrados na corrida à Palma de Ouro

Festival de Cannes revelou uma competição à Palma de Ouro dominada por autores consagrados: Pedro Almodóvar, Asghar Farhadi, Hirokazu Kore-eda e Ryusuke Hamaguchi regressam à Croisette com novos filmes, num alinhamento fortemente autoral.

4 de abril

Claire Denis recebe Carrosse d’Or em Cannes

Claire Denis vai receber o Carrosse d’Or na Quinzaine des Cinéastes, secção paralela do Festival de Cannes. Autora de Beau Travail (1999) e High Life (2018), a cineasta é distinguida por uma obra marcada pela liberdade formal e intensidade sensorial. +

1 de abril

© Guy Ferrandis

Filme de Pierre Salvadori abre o Festival de Cannes

La Vénus électrique abre a 79.ª edição do Festival de Cannes a 12 de maio. A nova comédia burlesca de Pierre Salvadori, protagonizada por Pio Marmaï, Anaïs Demoustier e Gilles Lellouche, mergulha na Paris do início do século XX entre espiritismo, desejo e impostura. +

5 de março

© RR

Cannes distingue Peter Jackson com a Palma de Ouro Honorária

Peter Jackson vai receber a Palma de Ouro honorária na abertura do Festival de Cannes. De Bad Taste (1987) a The Lord of the Rings: The Return of the King (2003), o realizador redefiniu a escala do Cinema-espetáculo e deixou uma marca permanente em Hollywood.+

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