O cineasta japonês Hayao Miyazaki confirmou hoje numa conferência de imprensa em Tóquio que, tal como o presidente dos estúdios Ghibli, Koju Hoshino, tinha avançado em Veneza, não fará mais filmes.
Miyazaki – responsável por filmes de animação como Princesa Mononoke, A Viagem de Chihiro, O Castelo Andante e Ponyo à Beira-mar – acrescentou ainda que gostaria de trabalhar pelo menos mais dez anos, mas que crê que «fazer filmes» já não é mais o seu trabalho. Pegando no exemplo de The Wind Rises, o seu último projeto, o japonês afirma que a fita levou cinco anos a concretizar. Para ele, um novo filme levaria seis ou sete anos. «Eu vou fazer 73 anos e teria 80 no final da nova produção», explicou.
Recordamos que esta não é a primeira vez que Miyazaki anuncia a sua «reforma», mas desta vez o cineasta afirma que a decisão é realmente «séria». «Vou ser livre, mas ao mesmo tempo – e enquanto ainda conseguir conduzir o meu carro até aos estúdios – irei lá e se existirem coisas que quero fazer, farei-as».

