Está, na generalidade, a ser bem recebido pela crítica o filme Gravidade, uma obra de Alfonso Cuarón que ontem abriu o Festival de Veneza.
Protagonizado por George Clooney e Sandra Bullock, que acima de tudo evidenciaram na conferência de imprensa os desafios «físicos e emocionais» que os seus papéis representavam.
No filme, num 3D realmente relevante, Sandra Bullock é a Dr. Ryan Stone, uma brilhante engenheira médica na sua primeira missão espacial. Com ela está o veterano astronauta Matt Kowalsky (George Clooney), naquele que será o seu último voo antes da reforma. Porém, num passeio a pé no espaço, aparentemente de rotina, acontece uma catástrofe, que deixa Stone e Kowalsky sozinhos no espaço. Sem salvação, nem esperança, o silêncio avisa-os que não têm qualquer ligação à Terra.
O isolamento, a ansiedade e a clara sensação de asfixia das personagens acentua o drama, estando igualmente em destaque as sequências de ação e efeitos, descritos pelo Screen Daily como abismais e que vão efetivamente deixar o espectador «sem folego».
Jonás Cuarón, que escreveu o argumento juntamente com o seu pai, Alfonso, sublinhou no certame que a ideia principal era fazer um filme pelo qual o espetador roesse as unhas, mas também se importasse com as personagens.
Já Clooney frisou a importância de ter um guião bom para trabalhar, frisando que não se fazem bons filmes sem boa escrita, enquanto Bullock destacou que o que lhe «agrada nestas situações adversas é que nos recordam como a vida é preciosa“. A atriz acrescentou ainda que teve a ajuda de um astronauta verdadeiro para aprender a trabalhar com o seu corpo sem gravidade.
Gravidade chega aos cinemas portugueses a 24 de outubro.

