O ator norte-americano Jim Carrey anunciou na passada segunda-feira via Twitter que não irá promover Kick-Ass 2, a sua mais recente produção e no qual desempenha o papel de Coronel Estrelas, um ex-mafioso que se converte em vigilante mascarado e que lidera a gangue Justiça Para Sempre.
Segundo o ator, a razão prende-se com os eventos ocorridos na escola Sandy Hook, e que fizeram dezenas de mortos. «…em plena consciência, não posso tolerar este nível de violência», escreveu o ator, referindo-se ao massacre na escola e ao facto do seu filme ser muito violento. Carrey pediu ainda desculpa às outras pessoas que participaram na produção, acrescentando que não tem vergonha dele, mas que os eventos recentes alteraram a sua maneira de ver as coisas.
Quem já comentou estas afirmações foi Mark Millar, o autor das bandas desenhadas e produtor do filme, que apesar de entender que Jim é um defensor da limitação das armas e que está no seu direito de ter as suas opiniões, aponta o facto de que tudo o que está no filme estava desde o início no guião e que Jim nunca se opôs. Miller afirmou ainda que apesar de existirem muitas mortes e muita violência na obra, acima de tudo o filme foca-se nas consequências desses mesmos atos e que devemos separar o entretenimento e o cinema da violência real. «Nunca aceitei bem a noção que a violência na ficção leva a violência na vida real, tal como ver o Harry Potter a lançar feitiços não cria mais feiticeiros na vida real.»
Recordamos que a estreia de Kick-Ass 2 vai ocorrer em agosto nos EUA.

