Leonor Varela será a ativista política revolucionária Tina Modotti no cinema

(Fotos: Divulgação)

A vida da fotógrafa italiana, modelo, atriz e ativista política revolucionária Tina Modotti vai chegar ao cinema através de um filme da argentina Lucia Puenzo (El niño pez).
 
Baseado num livro de José Ignacio Valenzuela, o filme, intitulado «La Mujer Infinita», vai ter a chilena Leonor Varela (Dallas) no principal papel.
 
Nascida em Udine, Itália, no ano de 1896, Assunta Adelaide Luigia Modotti Mondini emigrou aos 16 anos para os Estados Unidos para juntar-se ao pai em São Francisco, Califórnia. Mais tarde muda-se para Los Angeles onde viria a participar em peças, operas e filmes mudos no final da década de 1910 e início dos anos 20, enquanto também trabalhava como modelo de artistas. Posteriormente, e apesar de haver relatos anteriores, Modotti começa a trabalhar em Fotografia. É já na década de 20, quando se muda para o México, que começa a crispação económica e politica em toda a américa latina.
 
A partir de 1927, ano em que se filiou ao partido comunista, uma muito mais politicamente ativa Modotti percebeu o seu foco mudando e o seu trabalho tornou-se politicamente motivado. A 10 de janeiro de 1929, o seu companheiro, Julio Antonio Mella foi assassinado, supostamente por agentes do governo cubano. Logo depois houve um atentado contra o presidente mexicano Pascual Ortiz Rubio. Modotti – que era alvo das polícias políticas italiana e mexicana – foi interrogada pelos dois atentados no meio de uma campanha jornalística organizada anticomunista e anti-imigrante, que a retratou como “a feroz e sanguinária Tina Modotti”. Como resultado da campanha anticomunista no México, Modotti foi expulsa do país em fevereiro de 1930. Sob custódia, foi deportada num navio rumo a Roterdão. O governo italiano fez esforços para extraditá-la como uma subversiva, mas com a assistência de ativistas da Ajuda Vermelha Internacional (mais conhecida pela sua sigla russa MOPR), ela conseguiu evadir a polícia fascista.
 
Viajando com um visto restrito que a obrigava a voltar para a Itália como o seu destino final, Modotti inicialmente ficou em Berlim e de lá visitou a Suíça. Aparentemente, Modotti tencionava entrar clandestinamente em Itália e juntar-se a resistência antifascista. Contudo, como resposta, a situação política na Alemanha deteriorou-se, tendo Modotti seguido o conselho de Vittorio Vidali e decidiu mudar-se para Moscovo em 1931. Após este ano, Modotti já não fotografava. Relatórios de fotografias após essa data são insubstânciados. Durante os anos que se seguiram dedicou-se a várias missões em favor da Ajuda Internacional aos Trabalhadores e ao Comintern (Terceira Internacional ou Nacional Comunista) na Europa. Quando a guerra civil espanhola eclodiu em 1936, Vidali (então conhecido como “Comandante Carlos”) e Modotti (usando o pseudónimo de “Maria”) deixou Moscovo com destino a Espanha, onde morou e trabalhou até 1939.Em abril de 1939, seguindo o colapso do movimento republicano na Espanha, Modotti deixou o país com Vidali e retornou ao México usando um nome falso.
 
Em 1942, durante uma visita a seu amigo íntimo, Hannes Meyer, Modotti sofreu um ataque cardíaco fulminante na Cidade do México . Uma autópsia revelou que Modotti havia morrido de causas naturais, mais especificamente por insuficiência cardíaca. O seu túmulo está no vasto panteão de Dolores na Cidade do México. 
 
«La Mujer Infinita» começa as filmagens no final de 2013.

Últimas