“O Samaritano” é uma produção canadiana do ano passado e gira em torno de um homem que sai da prisão após 20 anos (Jackson) e tenta reconstruir a sua vida longe do crime e com uma nova namorada. Mas o filho de um ex-partner aparece e faz ressurgir o seu passado, obrigando-o a retornar a um universo que ele queria evitar.
Samuel L. Jackson é outro astro que, a par de Halle Berry, estreia em Portugal este mês com um filme que nos Estados Unidos foi direto para vídeo on demand (ou quase – foi exibido antes em três salas). Mas, melhor que a atriz, Jackson tem garantido com as suas aparições em blockbusters (“Homem de Ferro”, “Capitão América”, “Os Vingadores”) a sua permanência no mainstream. Ele é produtor executivo deste retrato do submundo de Toronto, que o realizador David Weaver pretende como uma homenagem a sua cidade natal num género que tem sido descrito como “neo noir”. Teve também locações em Havana (Cuba).
O argumento que veio a tornar-se no terceiro filme do cineasta (os dois primeiros são inéditos em Portugal) andou a circular por anos até um golpe de sorte puramente fortuito. Um amigo de Weaver costumava jogar golfe com Jackson, apresentou-lhe o projeto e o ator gostou.
O que não agradou-o foi o resultado final. Jackson afirmou a um jornal de Toronto que tinha ficado muito desapontado com as alterações que o realizador havia feito ao final do filme – muito diferente daquele que o tinha atraído quando aceitou participar. A crítica internacional também não gostou do filme e, no todo, elogios unânimes apenas para Ruth Negga, atriz irlandesa de origem etíope que faz a prostituta por quem Foley (Jackson) se apaixona.
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