Considerado um dos maiores eventos de reflexão sobre o papel estético e político das BDs no mundo, o fórum de coletivas Lucca Comics & Games, realizado no noroeste da Toscana, de 28 de outubro a 1º de novembro, vai anunciar uma nova imersão do cinema italiano no universo dos fumetti (nome pelo qual são conhecidos na Itália, as histórias em quadradinhos): “Dampyr”.
Já filmado, em silêncio, durante a pandemia, o filme é realizador por Riccardo Chemello, a partir da narrativa quadrinística homónima de Mauro Boselli e Maurizio Colombo, sobre um caçador de vampiros. É um comics que ganhou notoriedade na Europa e nas Américas a partir das aventuras de Harlan Draka, vigilante meio vampiro, meio humano, que trafega por diferentes cidades do mundo exterminando sanguessugas. Na longa-metragem, Draka é vivido por Wade Briggs. As suas principais parcerias no combate às trevas, Tesla e Kurjak, são interpretados por Frida Gustavsson e Stuart Martin. Quem edita Dampyr em Itália é a Sergio Bonelli Editore, que já esteve nos cinemas com “Tex e il signore degli abissi” (1985), de Duccio Tessari, com Giuliano Gemma. Em Lucca, a Bonelli vai anunciar ainda uma animação baseada em “Dragonero”, banda desenhada de Luca Enoch e Stefano Vietti.
Atualmente, “Dampyr” está nos quiosques da Itália com a minissérie “Le Origini“, narrando a génese de Draka, em relação ao legado vampírico da cultura europeia, sobretudo a sua relação com o mito dos cainitas, uma geração de criaturas derivadas de Caim, que matou o irmão Abel, de acordo com a Bíblia.
No fim do ano passado, o audiovisual italiano entendeu que pode mobilizar plateias ao dialogar com os fumetti, após uma adaptação de “Diabolik”, criado em 1962 pelas irmãs Giussani, Angela (1922 – 1987) e Luciana (1928 – 2001), ambas de Milão. Luca Marinelli (Martin Eden) assume o papel central.

