Famoso por prestações em filmes como “Kick-Ass” (Matthew Vaughn, 2010),”Anna Karenina” (Joe Wright, 2012), “Avengers: Age of Ultron “(Joss Whedon, 2015), “Godzilla” (Gareth Edwards, 2014) e “Tenet” (Christopher Nolan, 2020), o jovem que deu primeiro nas vistas em “Em Defesa de Sua Majestade” (2003) foi celebrado na noite de inauguração da 75ª edição do Festival de Locarno com o Prémio de Excelência Davide Campari, uma distinção que olha para o presente e projeta o futuro do cinema.
“Não acompanho a minha carreira, vivo numa bolha com a minha mulher e filhas. Quando me perguntam o que faço, digo que sou pai e paralelamente a isso atuo.”, disse o ator de 32 anos em palco, momentos antes de receber a estatueta comemorativa e fazer uma pequena introdução ao filme de abertura do festival, “Bullet Train”, onde brilha no papel de Tangerina, um de dois assassinos gémeos que vão dar muito trabalho à personagem interpretada por Brad Pitt.

“Aos poucos e poucos, mais recentemente, tenho crescido e celebrado o ator que há em mim. Os filmes que faço, os papéis em que atuo são também as minhas alegrias, paixões e amores na vida”, adicionou o britânico, que se mostrou forçado a refletir sobre o momento: “Estaria a mentir se pensasse que esta distinção vinha toda do meu génio, mas não é assim. Tenho de pensar nas pessoas que me acompanharam ao longo destes anos e perceber que esta não foi apenas a minha viagem. Nunca é um indivíduo, é um coletivo e o seu esforço. Sou energeticamente inspirado por aqueles que me rodeiam. Esta indústria é essencialmente colaboração. Estou sempre a aprender e a fazer erros a toda a hora.”
Descrito pelo director artístico do Festival de Locarno, Giona A. Nazzaro, como um ator na linha de Laurence Olivier, capaz de encarar qualquer papel, em qualquer género, Aaron Taylor-Johnson disse ainda que na sua profissão é precisa muita fé, “em ti e nos outros”, colocando a sua confiança nos que o dirigem e nos estúdios, como a Sony [no caso de “Bullet Train”], e que o acompanham em toda a sua jornada .
Aaron Taylor-Johnson sucede a Laetitia Casta nesta distinção atribuída no festival helvético. No passado, o prémio foi entregue a nomes como Isabelle Huppert (2011), Edward Norton (2015) e Ethan Hawke (2018).
O Festival de Locarno começou a 3 de agosto e prolonga-se até dia 13.

