Num episódio recente do WTF Podcast (via The Playlist), o apresentador Marc Maron entrevistou Sam Elliott, ator cuja carreira está definitivamente marcada pelo género western, destacando-se filmes como “Tombstone“, “The Quick and the Dead“, “The Shadow Riders” ou “Molly and Lawless John“.
Derivado ao lançamento de uma nova série, “1883“, também ela um western, Marc Maron questionou o ator sobre um dos filmes sensação desta temporada, “The Power of The Dog” (O Poder do Cão), nomeado a 12 Oscars. “Queres mesmo falar dessa merda?“, disse o ator, explicando posteriormente porque não simpatizava com o filme de Jane Campion. “Havia uma página inteira no LA Times e uma crítica. Bem, não era uma crítica mas um clipe, e falava da ‘evisceração do oeste americano’. Pensei, ‘que raio é isso? E eu sou um tipo que sempre fez westerns. A evisceração do oeste americano? Eles fizeram lembrar-me daqueles dançarinos em Nova York que usavam laço e pouco mais. Lembram-se deles?. É com eles que todos os cowboys naquele filme se parecem. Estão sempre a correr com as Chaps [roupas de couro usadas sobre calças por cowboys] e sem camisa. Há todas essas alusões à homossexualidade ao longo do filme.”
Quando o apresentador interveio e disse que via centro do filme em torno da homossexualidade e como a personagem de Benedict Cumberbatch é apresentada como um homem gay a reprimir os sentimentos, Elliott afastou-se do tema e passou a falar sobre Jane Campion: “Que diabos esta mulher – que é uma realizadora brilhante e do qual amo os seus trabalhos anteriores –, lá da Nova Zelândia, sabe sobre o oeste americano? E por que diabos ela filma-o na Nova Zelândia, chama-o de Montana e diz: ‘Era assim que era’. O mito diz que eles eram machos por lá a tratar do gado. Acabei de chegar da porra do Texas, onde passei muito tempo com famílias, não homens, mas famílias grandes, longas, extensas e de várias gerações…”

