“Vengeance is Mine, All Others Pay Cash” triunfa no Festival de Locarno

(Fotos: Divulgação)

O filme “Vengeance is Mine, All Others Pay Cash” do indonésio Edwin foi o vencedor do Leopardo de Ouro no Festival de Locarno.

Baseado numa obra literária de Eka Kurniawan, esta delícia estilizada com as marcas cinematográficas e musicais dos anos 80, num país em plena ditadura de Suharto, conta a história do romance entre Ajo Kawir (Marthino Lio), um lutador exímio mas impotente, e Iteung (Ladya Cheryl), uma mulher também ela extraordinária nas artes de combate.

O júri presidido por Eliza Hittman, que jurou em palco nunca mais fazer parte de um festival, acentuou que além de fazer uma séria homenagem o cinema de ação dos anos 80 e 90, o filme analisa de forma tocante os conceitos de masculinidade e feminidade.

Já o Prémio Especial do Júri foi para o filme chinês “A New Old Play de Qiu Jiongjiong, que conta não só a história de uma trupe de teatro e os seus atores ao longo de várias décadas, como paralelamente mostra a história da própria china.

Os filmes “Sould of a Beast“, um romance coming-of-age envolto num triângulo amoroso, e “Espíritu Sagrado“, sobre um grupo esotérico que acredita em Ovni’s mas que esconde em si um terrível crime, receberam ainda menções especiais.

No que toca à realização, Abel Ferrara triunfou com o seu “Zeros and Ones“, enquanto nas interpretações as distinções foram para para Anastasiya Krasovskaya (Gerda) no campo feminino, e Mohamed Mellali e Valero Escolar (The Odd-Job Men), dois canalizadores transformados em atores, na secção masculina.

Já na secção Cineasti del presente, o Leopardo de Ouro foi para “Brotherhood“, um documentário de Francesco Montagner que segue três jovens entregues a si mesmos depois do pai ser detido por ligações terroristas.

Na realização, o cineasta emergente distinguido foi Hleb Papou por “Il Legionario“, filme que nasceu de uma curta-metragem homónima e mostra a história de um policia de intervenção de origem africana que terá de lidar com o despejo da sua própria família de um edifício ocupado por refugiados. Nesta secção foram ainda distinguidos Saskia Rosendahl (No One’s with the Calves) e Gia Agumava (Wet Sand) pelas suas interpretações, enquanto “LÉté léternité“recebeu um prémio especial.

Uma nota final para o triunfo do brasileiro Leonardo Martinelli e “Fantasma Néon” na competição internacional de curtas-metragens, enquanto nas curtas de autor o prémio foi para “Criatura” de María Silvia Esteve.

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