A Academia Brasileira de Cinema celebrou, na noite de terça-feira (4), no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, um conjunto de obras que encontraram um forte reconhecimento internacional antes de conquistarem o principal prémio do cinema brasileiro. A 25.ª edição do Grande Otelo ficou marcada pela valorização de produções de percurso cosmopolita, premiando filmes que circularam pelos maiores festivais do mundo e reforçaram a presença do Brasil no circuito cinematográfico mundial.
O momento mais invulgar da cerimónia foi o empate na categoria de Melhor Longa-Metragem de Ficção entre Manas, de Marianna Brennand, e O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho. O primeiro iniciou o seu percurso internacional em Veneza, enquanto o segundo se tornou um dos grandes fenómenos do cinema brasileiro recente após a estreia em Cannes, consolidando uma carreira que passou pelos Globos de Ouro e pelos Óscares.
Outro dos grandes vencedores da noite foi Homem com H, de Esmir Filho, distinguido com seis prémios, entre os quais Melhor Ator, para Jesuíta Barbosa, Prémio do Júri Popular, Som, Guarda-Roupa, Caracterização e Banda Sonora. Já O Último Azul, de Gabriel Mascaro, confirmou o reconhecimento internacional obtido desde a Berlinale ao conquistar os prémios de Melhor Atriz, para Denise Weinberg, e Melhor Ator Secundário, para Rodrigo Santoro.
Também Apocalipse nos Trópicos, de Petra Costa, prosseguiu a sua trajetória internacional ao vencer nas categorias de Melhor Documentário e Melhor Montagem de Documentário. Entre as produções ibero-americanas, o júri distinguiu ex aequo Belén, da argentina Dolores Fonzi, e O Riso e a Faca, do português Pedro Pinho.
Principais vencedores do Grande Otelo 2026
Melhor Longa-Metragem de Ficção: Manas, de Marianna Brennand, e O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho.
Melhor Realização: Marianna Brennand, por Manas.
Melhor Primeira Longa-Metragem: Rafaela Camelo, por A Natureza das Coisas Invisíveis.
Melhor Ator: Jesuíta Barbosa, por Homem com H.
Melhor Atriz: Denise Weinberg, por O Último Azul.
Melhor Atriz Secundária: Dira Paes, por Manas.
Melhor Ator Secundário: Rodrigo Santoro, por O Último Azul.
Melhor Comédia: Velhos Bandidos, de Claudio Torres.
Melhor Filme Ibero-Americano: Belén, de Dolores Fonzi, e O Riso e a Faca, de Pedro Pinho.
Melhor Argumento Original: Manas.
Melhor Argumento Adaptado: O Filho de Mil Homens.
Melhor Filme Infantil: O Diário de Pilar na Amazónia.
Melhor Série de Ficção: Máscaras de Oxigénio Não Cairão Automaticamente.
Melhor Ator em Série: Johnny Massaro, por Máscaras de Oxigénio Não Cairão Automaticamente.
Melhor Atriz em Série: Alice Carvalho, por Cangaço Novo.
Melhor Curta-Metragem de Ficção: Amarela.
Melhor Longa-Metragem de Animação: Tainá e os Guardiões da Amazónia – Em Busca da Flecha Azul.
Melhor Série de Animação: Osmar, a Primeira Fatia do Pão de Forma.
Melhor Curta-Metragem de Animação: A Tragédia do Lobo-Guará.
Melhor Documentário: Apocalipse nos Trópicos.
Melhor Montagem de Documentário: Apocalipse nos Trópicos.
Melhor Série Documental: Caçador de Marajás.
Melhor Curta-Metragem Documental: Sebastiana.
Prémio do Júri Popular: Homem com H.
Melhor Montagem de Ficção: Isabela Monteiro de Castro, por Manas.
Melhor Fotografia: Evgenia Alexandrova, por O Agente Secreto.
Melhores Efeitos Visuais: O Agente Secreto.
Melhor Som: Homem com H.
Melhor Direção Artística: O Agente Secreto.
Melhor Caracterização: Homem com H.
Melhor Guarda-Roupa: Homem com H.
Melhor Banda Sonora: Homem com H.

