Integrado na secção Alternative Realities do Sheffield DocFest, festival de cinema que arranca hoje, 18 de junho, na cidade de Sheffield, no Reino Unido, Collateral Echoes é uma instalação imersiva que homenageia as vidas, memórias e o potencial dos negros e imigrantes britânicos desproporcionalmente mortos após contacto com a polícia desde 1969, abordando tópicos da saúde mental às disparidades raciais, passando pela experiência da imigração e da memória coletiva.
Da autoria de Baff Akoto, a instalação combina Realidade Aumentada, imagens em movimento, material de arquivo e design de som evocativo, apresentando depoimentos na primeira pessoa, imagens históricas e performances, incluindo prosa de Paapa Essiedu e poesia do falecido Benjamin Zephaniah.
“Collateral Echoes nasceu de uma dor sistémica e coletiva real. O tipo de dor que acontece quando o mundo se desintegra. Criar este trabalho foi um processo de esperança e empatia”, explicou Baff Akoto sobre a instalação.
Esta homenagem imersiva será ainda complementada por um painel de conversa, no dia 21, formado por famílias de Yorkshire apresentadas na exposição, e uma performance ao vivo (17-19 de junho) da coreógrafa e artista Anthea Lewis, “que explora os rituais de queixa e o poder da energia coletiva através do movimento e do som, numa colaboração ao vivo com músicos e bailarinos”.
Oficialmente, o Sheffield DocFest arranca esta noite com a exibição de “Still Pushing Pineapples”, uma visão melancólica e sincera da história de Dene Michael, ex-vocalista dos Black Lace, a banda pop por detrás da música “Agadoo“, de 1984.

