Otar Iosseliani em ante-estreia no Estoril Film Festival

(Fotos: Divulgação)

Otar Iosseliani é o mais conhecido realizador de cinema da Georgia. Porém, e quando a censura no seu país natal lhe interrompeu a carreira, o cineasta foi viver para França. Na Georgia ele ainda realizou algumas longas-metragens e documentários como “Falling Leaves” (1966), “There Was Once a Singing Blackbird” (1970) ou “Pastoral” (1976), mas todos foram proibidos de estrear.

Já em França, ele continuou a sua carreira, tendo vencido o Grande Prémio Especial do Júri no Festival de Veneza  em 1984 com “Les Favoris de la Lune”; em 1989 por “Et la Lumière Fut” ; em 1996 por “Brigands Chapitre VII”. Já no Festival de Berlim, o cineasta recebeu, em 2002, o Leão de Prata de Melhor Realizador por “Lundi Matin”.

O seu mais recente trabalho é “Chantrapas” com Bulle Ogier, que é uma das grandes ante-estreias do Estoril Film Festival. A sessão, que vai decorrer hoje pelas 19H15, contará coma presença do cineasta, que logo após o filme dará uma Master Class.

Em “Chantrapas” seguimos Nicolas, um artista, um cineasta, que só deseja expressar-se e a quem todos desejam reduzir ao silêncio. Quando inicia a sua carreira na Geórgia, os “ideólogos” esperam amordaçá-lo, preocupados com o facto de a sua obra não seguir as regras fixadas.

 

Jorge Pereira

 

Últimas