“Antichrist”, o mais recente filme de Lars Von Trier, tem antestreia nacional hoje à meia-noite no Estoril Film Festival.
Protagonizado por Charlotte Gainsbourg e Willem Dafoe, o filme narra a história de um casal que decide mudar-se para uma cabana no meio da floresta (chamada “Eden”) após a trágica morte do seu filho. Só que as coisas começam a correr ainda pior… e fala-se em “gore” sexual explícito, cenas de violência intoleráveis, pessoas a sentirem-se mal na sala de projecção aquando a sua passagem no Festival de Cannes.
Na conferência de imprensa que se seguiu ao visionamento no certame francês, Von Trier decidiu ser ainda mais polémico e afirmar: “Sou o melhor realizador do mundo.”, acrescentando que não tinha que explicar nada sobre o filme.
O filme tem gerado muita polémica e há quem diga que não é para todos.
Aqui deixamos um comentário do realizador sobre o filme, e a promessa que depois do visionamento, nada será como antes…
Há dois anos sofri uma depressão. Foi uma experiência nova para mim. Tudo, não importa o quê, me parecia insignificante, trivial. Não conseguia trabalhar. Seis meses depois, apenas como exercício, escrevi um guião. Foi uma espécie de terapia, mas também uma procura, um teste para ver se poderia algum dia fazer outro filme. Terminei e filmei o guião sem grande entusiasmo, uma vez que o fiz apenas com cerca de metade das minhas capacidades físicas e intelectuais. O trabalho que fiz no guião não seguiu o meu modus operandi habitual. Acrescentei algumas cenas sem razão para o fazer. As imagens eram formadas sem qualquer lógica ou pensamento dramático. Muitas vezes eram fruto de sonhos que tinha nessa altura, ou sonhos que já tinha tido há mais tempo, noutra fase da vida.

