
Lamentavelmente por vezes a ambição do cineasta leva-o a cair no erro do argumento básico e das ideias idiotas em personagens supostamente inteligentes, o que danifica irreversivelmente toda uma obra que poderia significar uma reinvenção do género.
Em “Splice” seguimos dois cientistas rebeldes – Sarah Polley e Adrien Brody – que decidem experimentalmente introduzir DNA humano nas novas espécies que os celebrizaram e o resultado é um híbrido que levantará a seu tempo diversas questões e o velho dilema da ciência, do certo e do errado e até onde devemos manipular as espécies.
Com a presença segura do duo de actores, a “Splice” falta carisma e verdadeira sapiência da história. Para compensar essa falha existem excelentes efeitos especiais e um estilo visual apurado que atrai as audiências, mas que não chega para transformar este filme numa obra de culto, como “Cubo” já se pode considerar.

