c7nema em Sundance: Vicenzo Natali reiventa Frankenstein em tempos de genética

(Fotos: Divulgação)
O realizador de “Cubo”, “Cypher” e “Nothing” regressou a Park City este ano com mais um trabalho de tecno terror, reinventando uma espécie de “Frankenstein” ou um mito de Prometeu em tempos de genética, e indo mais fundo em questões freudianas, em especial o complexo de Édipo.

Lamentavelmente por vezes a ambição do cineasta leva-o a cair no erro do argumento básico e das ideias idiotas em personagens supostamente inteligentes, o que danifica irreversivelmente toda uma obra que poderia significar uma reinvenção do género.

Em “Splice” seguimos dois cientistas rebeldes – Sarah Polley e Adrien Brody – que decidem experimentalmente introduzir DNA humano nas novas espécies que os celebrizaram e o resultado é um híbrido que levantará a seu tempo diversas questões e o velho dilema da ciência, do certo e do errado e até onde devemos manipular as espécies.

Com a presença segura do duo de actores, a “Splice” falta carisma e verdadeira sapiência da história. Para compensar essa falha existem excelentes efeitos especiais e um estilo visual apurado que atrai as audiências, mas que não chega para transformar este filme numa obra de culto, como “Cubo” já se pode considerar.

Lauren Boyd

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