
Que interessante é, para a América, ver no grande ecrã tennagers islâmicos, bonitos, dedicados à sua religião …e também fanáticos do Punk. Ok. Esta última parte provavelmente ninguém estaria à espera, pelo menos todos aquele habituados aos fundamentalismos cinematográficos em que os árabes são inseridos e todos os que nunca leram “The Taqwacores.”, um livro que aborda de maneira muito curiosa a cena hardcore dos punks islâmicos.
Como o realizador Eyad Zahra descreveu, esta obra – transformada num filme em exibição em Sundance – é uma forma de finalmente os americanos verem os islâmicos como americanos, e um trabalho onde se constacta que os islâmicos também se sentem americanos.
Construído de maneira muito simples, mas não simplória, este é um filme que escapa aos clichés mas que não se insere dentro de obras provocadoras. No fundo é um filme sobre jovens, não diria divididos ou separados por duas formas opostas de vida, mas que essencialmente repescam o “carpe diem” da sua existência.
E nesse aspecto, “Taqwacore” é um trabalho de profunda inspiração, porque nem só de generalismos, maneirismos e obras derivativas o cinema está cheio.
Um realce final para o elenco e para as bandas indies que compõem um dos prospectos mais curiosos de assistir em Park City.
Lauren Boyd em Sundance

