O Porto/Post/Doc (20-29 novembro) anunciou os vencedores da sua edição 2025 e, na Competição Internacional, o Grande Prémio Vicente Pinto Abreu foi para Short Summer (2025), de Nastia Korkia, unanimemente destacado pelo júri pela forma poética e simbólica como retrata uma infância moldada pela guerra e pelo colapso do mundo que rodeia a personagem.
Filmado na Sérvia, mas emulando a Rússia, o filme segue Katya, uma menina de oito anos que passa o verão com os avós numa região periférica de um país em guerra. Ainda que esteja longe da linha da frente, a paisagem é cercada por ecos constantes do conflito, crescendo a criança entre brincadeiras e sinais inquietantes de um mundo em colapso. O Júri Jovem do Porto/Post/Doc também atribuiu a sua distinção ao filme, reforçando o impacto dele nesta edição do certame.
Já o Prémio Human Rights in Motion distinguiu Rule of Stone (2025), de Danae Elon, elogiado pelo olhar audacioso sobre o poder oculto da arquitetura e os mecanismos que moldam uma paisagem urbana dominada por tensões ideológicas, enquanto no Cinema Falado, o Prémio SPAutores foi atribuído a A Última Colheita (2025), de Nuno Boaventura Miranda, reconhecido pela exemplar montagem, fotografia e desenho sonoro.
Nas curtas e médias-metragens, o prémio foi para Just Sea (2025), de Franziska von Stenglin, enquanto Num Sopro (2025), de Catarina Couto Gonçalves, venceu o Prémio Canal180 e o MAD Award. O público distinguiu Orlando Pantera (2025), de Catarina Alves Costa, e o Prémio Working Class Heroes foi para Vigília (2025), de Elena López Riera.
Recorde-se que o Porto/Post/Doc 2025 arrancou com a estreia portuguesa de Romaria, de Carla Simón, e encerrou com o mais recente filme de Jim Jarmusch, Pai, Mãe, Irmã, Irmão.

