“The Fabelmans” dá o pontapé de saída da edição 44 do Festival do Cairo

(Fotos: Divulgação)

É com o mais recente filme de Steven Spielberg, “The Fabelmans”, inspirado na sua própria infância, que arranca hoje, 13 de novembro, a 44ª edição do Festival do Cairo, um dos certames mais antigos e mais frequentados do mundo árabe e de África, além de ser o único festival da região árabe e africana a receber o estatuto de categoria “A” pela Federação Internacional de Associações de Produtores de Cinema em Paris (FIAPF).

E é uma 44ª edição revigorada nas suas múltiplas dimensões. Além das habituais datas, que atravessavam o mês de dezembro, agora se situarem apenas em novembro, o evento egípcio viu o produtor e argumentista Mohamed Hefzy abandonar a sua liderança, sendo sucedido pelo ator Hussein Fahmy. Consequentemente, na direção artística existiram também alterações, como realizador egípcio e antigo diretor artístico do Festival El Gouna, Amir Ramses, a ser o responsável máximo pela programação.

O brasileiro “Tinnitus” está em competição no Festival do Cairo

Com o húngaro  Béla Tarr convidado e motivo de entrega de um prémio de carreira, caberá à japonesa Naomi Kawase e os seus companheiros no júri principal do evento – Joaquim Del Paso, Nancy Abdelfattah, Rageh Daoud, Samir Guesmi, Stefania Casini e Swara Bhasker – escolher por entre os 15 filmes que compõem a competição internacional quem irá levar para a casa a Pirâmide de Ouro: “The Dam” de Ali Cherri; “Love According to Dalva” de Emmanuelle Nicot; “The Woodcutter Story” de Mikko Myllylahti; “Things Unsaid” de Eleonora Veninova; “Butterfly Vision” de Maksym Nakonechnyi; “Blind Willow, Sleeping Woman” de Pierre Földes; “Tinnitus” de Gregorio Graziosi; “I Don’t Want to Be Dust” de Iván Löwenberg; “The Island of Forgiveness” de Ridha Behi; “Bread and Salt” de Damian Kocur; “19 B” de Ahmad Abdalla; “Something You Said Last Night” de Luis De Filippis; “A Man
de Kei Ishikawa; “The Astronaut” de Nicolas Giraud; e “ALAM” de Firas Khoury.

Já na Horizontes do Cinema Árabe, oito filmes serão exibidos, com destaque para “Riverbed” de Bassem Breche; “Houria” de Mounia Meddour; “Joseph’s Journey” de Joud Said; e “Mother Valley” de Carlos Chahine.

Já fora de competição, o público do Cairo poderá também assistir a filmes como “Close” de Lukas Dhont, “Alcarràs” de Carla Simón, “Saint Omer” de Alice Diop, e “The Son” de Florian Zeller.

Ainda com programas de curtas-metragens, sessões de meia-noite e uma mostra panorama do cinema global, o Festival do Cairo terá ainda em foco o sector da indústria do cinema através do evento paralelo Cairo Industry Days. Aí, a Bela Tarr e Naomi Kawase nas masterclasses, juntam-se conversas sobre Jean-Luc Godard, diversos painéis sobre temas da vanguarda cinematográfica, workshops e a já famosa Cairo Film Connection (CFC), que junta em debate diversos produtores internacionais, financiadores, distribuidores, agentes de vendas e canais de TV, para iniciarem coproduções internacionais e parcerias com filmes do mundo árabe.

O Festival do Cairo termina a 22 de novembro.

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