Anna Heymes (Arly Jover) é casada com um alto funcionário do Ministério do Interior.
Há mais de um mês que sofre de alucinações terríveis e de crises de amnésia, ao ponto de já não reconhecer o próprio marido e de duvidar da sua honestidade.
Entretanto, o inspector Paul Nerteaux (Jocelyn Quivrin) é encarregado de um inquérito respeitante à morte de três mulheres de origem turca que trabalhavam em ateliers clandestinos e cujos corpos foram encontrados atrozmente mutilados. Para se infiltrar no bairro turco, Nerteaux recorre a Jean-Louis Schiffer (Jean Reno), um dos seus antigos colegas, conhecido pela sua reputação de polícia implacável. No decurso do inquérito, eles vão cruzar o caminho de Anna, que recupera pouco a pouco a memória com a ajuda de um psicólogo, descobrindo verdades inacreditáveis sobre o seu próprio passado…
Elenco
Jean Reno, Jocelyn Quivrin e Arly Jover
Realizado por Chris Nahon
Críticas
“L’ Empire des Loups” e toda a sua ambiência remetem-nos à memória “Les Rivières pourpres”. A isto não é alheio certamente o facto de ambas as obras se basearem em livros de Jean-Christophe Grangé, mais uma vez retratando crimes dentro de uma comunidade “isolada”. O actor Jean Reno, figura de topo que torna o filme mais apetecível, também é um ponto comum entre ambos.
Mas voltando a “L’Empire des Loups”, Anna Heymes (Arly Jover) é casada com um polícia e tem falhas de memória. Perdida e sem saber o que se passa, Anna desespera. Em outra história, um jovem polícia, Paul Nerteaux (Jocelyn Quivrin), investiga uma série de brutais mortes no seio da comunidade turca em Paris. Sem pistas, ele pede a ajuda de Schiffer (Jean Reno), um polícia retirado e caído em desgraça – que durante muitos anos acompanhou de perto a comunidade turca.
Segunda obra de Chris Nahon, “L’Empire des Loups” sofre com a realização “nervosa” do cineasta, sobretudo quando se tratam das sequências mais obscuras. A caracterização da comunidade, e embora sendo o principal assunto do filme, também peca pela demasiada superficialidade.
O ritmo da narrativa também segue por caminhos disfuncionais. Se numa primeira fase de apresentação tudo nos vai sendo contado de forma mais lenta mas fluida, o último terço do filme parece sofrer de corte de edição por causa da duração. Resultado? Uma história aparentemente simples transforma-se num complexo labirinto, nem sempre fácil de seguir, e cuja conclusão é mais atabalhoada do que satisfatória. No campo das interpretações, Jocelyn Quivrin, Arly Jover e o próprio Jean Reno (custa acreditar que passaram 11 anos desde “Leon”), cumprem sem ir além do mediano.
Concluindo, “L’Empire des Loups” é um filme especialmente apelativo para quem gosta de “thrillers” sobre investigação de assassinatos, sendo que mesmo neste caso o filme dificilmente escapa à medianidade…5/10… Carla Calheiros

