“Return To Sender” por Cátia Simões

(Fotos: Divulgação)

Sinopse

Charlotte Cory (Connie Nielsen) é uma jovem condenada à morte que construiu uma relação de amizade por correspondência com Frank Nitzche (Aidan Quinn). Enquanto a sua advogada (Kelly Preston) tenta desesperadamente travar a sentença, Frank descobre que se apaixonou por Charlotte e que a precisa salvar. Decide assim partir em busca da verdade, antes que seja tarde demais.

Elenco

Connie Nielsen, Aidan Quinn, Kelly Preston

Realizado por: Billie August

Critica

Realizado por Billie August, este filme conta a história do advogado de defesa Frank Nitzche (Aidan Quinn). Ele perdeu os últimos três casos de pena de morte e deixou de acreditar na justiça. Começou então a escrever cartas aos condenados à morte e a publicá-las após a execução, para ganhar dinheiro. No entanto, quebra as suas regras e visita Charlotte Cory (Connie Nielsen), uma condenada à morte pelo assassinato de uma criança, acabando por se apaixonar por ela. Numa dramática reviravolta dos acontecimentos, ele procura provar a sua inocência e arrisca tudo pela mulher que o fez encontrar-se a si mesmo.

O filme não traz nada de novo ao que já vimos até agora, apenas algumas reviravoltas na história são dignas de serem nomeadas. Visualmente até há cenas interessantes, embora muitas vezes a mistura entre cenas do passado e do futuro seja tão confusa que não se percebe se é sonho ou realidade. A realização é parada e sem nada de novo. O argumento está cheio de buracos. Subitamente as personagens desenvolvem sentimentos que não tinham anunciado antes, numa rapidez tão grande que ficamos sem compreender como é que aquilo aconteceu. Na verdade, era óbvio que eles se iam apaixonar, mas nada no filme indica isso. Depois, há certos pormenores importantes para a história tão rebuscados que só dão vontade de rir…

O filme perde muito, sobretudo na edição. O editor corta falas a meio e deixa cenas inacabadas, numa colagem abrupta e sem beleza. Uma vergonha, na verdade.

Salva-se algo da representação dos actores. Connie Nielsen está calma e segura de si, com alguns momentos de desespero. Convence no seu papel de condenada à morte. Já Aidan Quinn está mais parado e menos expressivo, mas de qualquer modo também convence na pele de advogado cínico e frustrado..…4/10 Cátia Simões

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