“Banlieue 13” por Jorge Pereira

(Fotos: Divulgação)

Sinopse

Paris, 2013. Damien faz parte da elite policial. Ele trabalha para uma unidade especial de intervenção e é perito em artes marciais. A sua carreira enfrenta agora o maior dos perigos. Um gang dos subúrbios concebeu uma arma de destruição massiva. Damien terá então de se infiltrar no gang e impedir que esta seja usada.

Elenco

Cyril Raffaelli, David Belle, Tony D’Amario

Realizado por: Pierre Morel

Críticas

“Banlieue 13” insere-se no estilo de obras fantásticas de acção que o cinema francês insiste em (co) produzir, tendo como pai “Luc Besson” e como mãe a EuropaCorp. Outros exemplos recentes foram “Transporter” e “Danny The Dog”

Em “Banlieue 13” estamos no futuro em Paris e um muro isola a cidade do resto do mundo. De um lado temos a lei, do outro um grupo de terríveis gangsters nitidamente em vantagem sobre as forças policiais. Um dia os gangsters assaltam um carro blindado a pensar que encontrariam uma fortuna. Porém a carrinha não transportava dinheiro, mas uma bomba.

Caberá então a um polícia (Damien) tentar o impensável: entrar no “bairro”, resgatar a bomba e evitar uma tragédia. Mas para isso ele vai precisar de ajuda de Leïto, um herói local que já lutou contra os poderosos gangsters e acabou preso – tendo a sua irmã ficado escrava de Taha, o vilão de serviço.

“Banlieue 13” é um filme de acção puro que encontra nas artes-marciais urbanas o seu auge. Leïto tenta ser uma espécie de Tony Jaa (“Ong Bak”) francês, ficando a cargo de Damien um carácter mais técnico de artes marciais, mas mais limpo (ausente de espírito de luta das ruas). Os dois funcionam bastante bem, mas inevitavelmente o filme acaba por cair nos clichés habituais do género e temos lutas para encher a vista (como a final entre os dois). Invariavelmente há personagens que parecem saídas dum jogo de computador (como aquele careca gigante num edifício) e uma “babe” bem bonita que, claro, tinha de ter alguma química amorosa/sexual com o parceiro do irmão.

A realização de Pierre Morel (director de fotografia de “Transporter”- também produzido por Luc Besson) era a esperada para um filme deste género, especialmente tendo o dedo de Besson. Assim, temos grandes coreografias de acção (mas nada inovadoras), uma montagem frenética (MTV Style), banda-sonora “dread indahouse” (Hip-Hop) e um look “selva urbana” que fica sempre “cool” neste género. O problema é mesmo o argumento. Clichético, repleto de lugares comuns, previsível e repleto de palha. Enfim, o “template” habitual das obras de acção acima referidas; com as mesmas vantagens, e os mesmos problemas… 4/10… Jorge Pereira

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