“In Hell” por Carla Calheiros

(Fotos: Divulgação)

Sinopse

Kyle Le Blanc é uma americano que trabalha na Rússia. Um dia ao telefone com a sua mulher repara que ela está a ser atacada, e apressa-se a voltar para casa, mas repara que chega tarde demais. O homem que matou a sua mulher não é considerado culpado nos tribunais por falta de provas. Kyle vai então fazer justiça com as suas próprias mãos e mata o homem vingando assim a morte da sua mulher. Kyle é sentenciado a prisão perpétua numa prisão russa onde o director se diverte organizando lutas e enchendo os bolsos de dinheiro com as apostas que envolvem essas rixas. Kyle vai ser envolvido em tudo isto e este vai ter que vencer uma outra batalha: Lutar por uma paz interior, pois só assim o fará voltar a ser o homem que anteriormente foi.

Elenco

Jean-Claude Van Damme, Lawrence Taylor, Marnie Alton, Lloyd Battista

Realizado por Ringo Lam

Critica

Jean-Claude Van Damme nunca foi grande actor, isso já todos sabemos mas a sua propensão para as artes marciais fez dele um reconhecido herói de acção das décadas de 80 e meados de 90. No entanto, é caso para dizer que a idade não perdoa, e a ascensão de outros heróis fez esquecer a personagem Van Damme. O actor, regressa agora ao cinema (pelo menos em Portugal) com “In Hell” um drama de acção que tem como cenário uma prisão.

É a segunda vez este ano, que estreiam no nosso país filmes americanos que passaram no seu país de origem directamente para o circuito de vídeo (o outro foi “Hard Cash”), e em ambos os casos tenho de dar razão aos americanos. O maior problema deste filme sobre um americano detido numa prisão russa, começa logo pela história, cujos cinco argumentistas devem ter remendado, com pouca preocupação na própria verosimilhança. Senão vejamos Kyle (Van Damme) está ao telefone com a esposa que entretanto é atacada por um estranho. E claro, que como qualquer pessoa no seu lugar Kyle não avisa ninguém, nem a polícia e corre desenfreado para casa, mas tarde demais pois encontra a esposa morta. O assassino, que entretanto desaparecera decide ao invés de fugir, voltar atrás para espicaçar o nosso herói e claro ser apanhado. Mas o pior estava para vir, o assassino é solto por falta de provas e Kyle decide fazer justiças pelas próprias mãos indo parar a uma infernal prisão russa, cheia de americanos, e cuja língua oficial é o inglês.
A prisão onde dominam os gangs, e onde para cúmulo os reclusos são obrigados a lutar, para que o director possa fazer uma bolsa de apostas com base nas lutas. Este é o pretexto para que Van Damme, comece a lutar e para vermos algumas cenas de luta na prisão. Há ainda o terrível companheiro de cela de Van Damme, conhecido por 451 (Lawrence Taylor) numa referência “fahrenheitiniana” não só ao facto de 451 ter uma grande queimadura, mas por se dedicar afincadamente à leitura e ser a voz da consciência de Kyle. Resumindo, uma história muito batida, mal interpretada e com um Van Damme a pedir reforma deste tipo de filmes, num registo que dificilmente agradará mesmo aos fãs dos filmes de acção, dado o constante cheiro a mofo e a anos 80. Já agora se para quem se arriscar a ver “In Hell”, surgir a questão do porque é que os guardas prisionais russos tem todos ar de hispânicos, a resposta é simples, porque são mesmo hispânicos, só mesmo mais um pormenor do filme, que até foi rodado na Bulgária. A evitar a qualquer custo! 1/10 Carla Calheiros

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