Uma comédia em que Shawn e Marlon Wayans interpretam dois ambiciosos mas azarados agentes do FBI que, caídos em desgraçada, são obrigados a disfarçarem-se de debutantes de alta sociedade para se infiltrarem no sofisticado mundo dos Hamptons com o objectivo de proteger duas ricas herdeiras de um possível rapto.
Elenco
Shawn Wayans, Marlon Wayans, Maitland Ward, Anne Dudek, Jaime King, Brittany Daniel
Realizado por Keenan Ivory Wayans
Critica
Criadores do bem sucedido franchise “Scary Movie”, os irmãos Wayans são a verdadeira “empresa” familiar da Sétima Arte, eles escrevem, realizam, produzem e interpretam os seus trabalhos, e “White Chicks” não é excepção. Já sabemos como são os Estados Unidos e claro que antes da sua estreia o filme criou alguma celeuma, por causa de um estigma racista derivado do seu título, polémica nada habitual quando associada a um slapstick.
O filme conta a história Kevin Copeland (Shawn Wayans) e Marcus Copeland (Marlon Wayans), dois agentes do FBI a descer na carreira, e que para cair nas boas graças do chefe aceitam o trabalho de babysitter de duas meninas mimadas e ricas, ameaçadas de rapto, que se deslocam para um fim-de-semana em Hamptons. Mas pelo caminho ocorre um pequeno percalço e as raparigas recusam-se a aparecer, e assim para salvar a própria pele, os agentes têm de encarnar eles mesmos o papel das duas loiras.
A partir daqui temos uma sucessão de gags na generalidade pouco divertidas e muito vistas, criados pelos seus seis (!) argumentistas, entre os quais os três irmãos Wayans. A verosimilhança do que vemos no ecrã, mesmo das novas loiras, que dificilmente enganariam sequer uma criança, nem é o pior. As situações humorísticas, sempre no óbvio, são bastante batidas, e provocam alguns sorrisos rápidos, mas pouco mais. E mesmo dentro do género comédia e de todos os seus estereótipos habituais, “White Chicks” não convence. A ideia de caracterizar e encarnar diversos personagens durante o filme até tem alguma graça, não o fizesse Eddie Murphy desde 1988 em “Prince in New York”.
É certo que noutras alturas, o Wayans foram um lufada de ar fresco na comédia, desta vez erraram a mão…3/10 Carla Calheiros
Critica
Aviso desde já que nunca comigo um filme de irmãos Wyans conseguiu ter positiva, e creio que a solução desde problema poderia residir neles não colaborarem mais juntos.
Vejamos Marlon Wayans: as suas participações em “Ladykillers” e no brilhante “Requiem for a Dream” ambas surpreenderam pela positiva, sendo ele no filme dos irmãos Coen um dos pontos altos.
Já Keenen Ivory Wayans (realizador deste “White Chicks”) era para mim o ponto alto do único filme aceitável de Steven Seagal, o “The Glimmer Man”. Havia qualquer coisa em Steven Seagal ter um sidekick que o ridicularizava que me fascinava…
Agora juntos (há um terceiro irmão, protagonista e argumentista, mas esse nunca fez quase nada a solo), apenas nos bombardeiam com comédia desinspiradas, cujo humor começa e acaba nas piadas de “pretos e brancos”, “gangs” e “homossexuais”.
Note-se que um filme sobre dois negros mascarados de loiras nunca poderia ser outra coisa. 2/10 José Pedro Lopes

