Sinopse
Rayburn, um amigo de Creasy, leva-o para a Cidade do México, para ele se tornar guarda-costas de uma menina de 9 anos, Pita Ramos, filha de um empresário local. Creasy não está interessado em ser guarda-costas, principalmente de uma miúda mas, por falta de algo melhor para fazer, aceita o trabalho. Creasy pouco tolera a menina e as suas perguntas intrometidas sobre ele e sobre a sua vida. Mas quando Pita é raptada tudo muda. Agora, Creasy jura matar todos os envolvidos no rapto. E ninguém o poderá parar.
Elenco
Denzel Washington, Dakota Fanning, Christopher Walken, Giancarlo Giannini, Radha Mitchell, Marc Anthony, Rachel Ticotin, Mickey Rourke
Realizado por Tony Scott
Critica
Dakota Fanning, de 11 anos de idade, é a estrela infantil do momento, que começou a sua carreira em 1998, com apenas quatro anos de idade. Desde aí não tem parado de trabalhar e de impressionar. A jovem actriz tem neste momento, imagine-se, cinco filmes em preparação. Se começo por falar da pequena Dakota que desempenha em “Man on Fire”, o papel de Pita Ramos, é sobretudo pela facto de a sua interpretação ser um dos pontos altos deste filme. O homem em fúria é Creasy (Denzel Washington) um antigo militar, que é um assassino a soldo quando é contratado para trabalhar no México como guarda-costas de Pita, uma jovem filha de uma americana e de um mexicano, sobre quem pairam algumas ameaças de rapto. Creasy é um homem entregue à bebida que procura isolamento enquanto folheia a bíblia. Pita é uma criança encantadora, mas de pais ausentes que pretende apenas fazer amigos. Entre os dias nasce uma grande cumplicidade até ao dia em que Pita é raptada e Creasy gravemente ferido.
Aqui dá-se o grande ponto de viragem, aliás “Man on Fire” com os seus 140 minutos de duração, pode ser considerado como um filme dois em um, capaz de agradar a duas fatias completamente distintas de público. Se na primeira parte podemos observar um homem em redenção, que ganha um novo gosto pela vida, na segunda parte podemos observar um homem em fúria que procurará os responsáveis pelo rapto de Pita, e deixará atrás de si um rasto de sangue como já fizeram este ano “The Bride” e “The Punisher”. Após alguns nomes terem declinado a direcção do projecto, a mesma acabou por ser entregue a Tony Scott (“Spy Game”/ “Top Gun”). O filme é realizado e sobretudo montado de forma interessante com constantes esbatimentos de cores, de imagens em flashback, e preto e branco, o que não deixando de ser interessante, num filme tão longo poderá pecar por excessivo.
Mas por muito que nos toque a força de vontade e a afeição de Creasy por Pita, e mesmo com alguns twists na história, a verdade é que estamos perante uma história de pura vingança, mas sem as personagens e os diálogos “a la Tarantino”.
Do elenco faz parte Marc Anthony, o novo senhor “J-Lo” que desempenha o papel de Samuel Ramos, pai de Pita. E além dele dois actores brasileiros, ambos integrantes do elenco de “Cidade de Deus”, Gero Camilo e Charles Paraventi, em papéis mais pequenos. “Man on Fire” não inventa a “roda” no género mas tem todos os ingredientes dramáticos para ser seguido com interesse pelo público…6/10 Carla Calheiros

