“Cellular” por Nuno Centeio

(Fotos: Divulgação)

Sinopse

Um jovem (Chris Evans) recebe uma chamada no seu telemóvel de uma mulher (Kim Basinger) que diz que foi raptada e que vai ser assassinada conjuntamente com o seu marido e filho. Ela não sabe onde está…e ele ficará sem bateria no telemóvel em breve.

Elenco

Chris Evans, Kim Basinger, Jason Statham, William H. Macy, Valerie Cruz, Matt McColms

Realizado por David Ellis

Critica

Jessica (Kim Basinger), uma mulher casada e com um filho, é raptada da sua própria casa por um grupo de homens liderado por Ethan (Jason Statham, o actor inglês que desempenha o papel do “turco” em “Snatch – Porcos e Diamantes”). Aparentemente, o seu marido (interpretado por outro canastrão, desta vez do cinema americano, Richard Burgi, que vimos na primeira série de “24”) parece estar envolvido num esquema fraudulento e o grupo de raptores pretende algo em troca da vida da sua mulher. Mas um pormenor escapou aos raptores. No sótão onde Jessica é aprisionada, um telefone é mal destruído (??), fazendo com que esta consiga, depois de brincar com os fios por algumas horas, se ligar permanentemente ao telemóvel de um rapaz (Chris Evans, que veremos no papel de Tocha Humana na adaptação ao cinema de “Fantastic Four”). Incrédulo a princípio (quem não estaria…), o jovem acaba por se deixar convencer em levar o seu telemóvel até à esquadra mais próxima, onde um detective (William H. Macy) o irá atender. A partir daqui, o filme é um montar e desmontar de sequências de acção policial, umas do mais básico a que podemos assistir neste género ultra-saturado, outras a tentar imitar os volte-face de séries policiais. Há uma sequência onde até os advogados são satirizados por um actor habituado a ser… advogado (Rick Hoffman, da série “Philly”). O argumento é de uma previsibilidade agoniante, as piadas… sem piada, e algumas cenas são tão inverosímeis que mesmo tratando-se de um título aparentemente sem pretensões a mais que um pouco de entretenimento, a coisa chega a ser algo vexatória para os autores.

“Cellular – Ligação de Alto Risco” intercala momentos de tensão com um humor despretensioso, mas difícil de pegar. Como filme, estamos perante mais um entre um mar de películas que Hollywood nos inflinge todos os anos. Porque é que este conseguiu chegar aos nossos grandes ecrãs? Não faço ideia. Podia muito bem ter sido outro qualquer. A realização é de David R. Ellis, um duplo que já foi actor e assistente de direcção, e que de “notável” conseguiu levar aos cinemas nacionais a sequela de “Final Destination – O Último Destino”. Mesmo com o neurónio desligado, uma mente pronta a receber e deitar fora o que se avizinha, este é daqueles filmes que mereciam tudo menos um espaço nos multiplexes. Dá pena ver Kim Basinger e William H. Macy, mas há que se fazer à vida… e este é definitivamente daqueles filmes que servem apenas o propósito para esta casta de actores aumentar o saldo da sua conta bancária. ..4/10 Nuno Centeio

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