“The Ladykillers” por José Pedro Lopes e Cátia Simões

(Fotos: Divulgação)

 
 

Sinopse

Com Tom Hanks e Marlon Wayans nos papeis principais, o filme conta a história de um professor (Hanks) que prepara com alguns ‘colegas’ o assalto a um casino. Os problemas começam quando estes assaltantes alugam um quarto na casa de uma senhora idosa e ela descobre os seus planos. A solução é a eliminação do problema, mas nem tudo é tão fácil como aparenta.

Elenco

Tom Hanks. Marlon Wayans, Irma P. Hall, J.K. Simmons, Tzi Ma, Ryan Hurst

Realizado por Ethan Coen

Critica

Existe uma paixão por parte dos irmãos Coen pela simplicidade do interior americano e pela mentes criminais que lá habitam, e tal como “Blood Simple”, “Fargo”, “Raising Arizona” e “O Brother, Were Are Though”, este “Ladykillers” segue esse rumo.

E sendo já uns experts na arte do humor negro sobre os aldrabões e atrasados da américa profunda, em “Ladykillers”, os Coen parecem ter esgotado um pouco os seus truques.

Talvez por ser uma “re-adaptação”, “Ladykillers” é um pouco previsível e não demasiado original. Pode-se dizer por vezes, que parece mais vindo de um realizador menor que ambiciona um dia ser como os irmãos Coen.

Contrabalançando com isto, Tom Hanks e Irma P. Hall estão completamente “on fire”, e dão espectáculo sempre que aparecem no ecrã juntos. Isto não é surpresa, já que nos filmes dos Coen o elenco é sempre muito bem escolhido e está sempre em grande nível.

O filme tem alguns fortes momentos de humor e mantem sempre o nível de interesse. Note-se que deste vez os Coen apostam ligeiramente mais no comédia do que antes, e não deixam que o humor seja tão implício e sarcástico.

O problema que afecta o filme no geral pode ser descrito na colaboração de Marlon Wayans. Reparam como sempre que o actor de “Scary Movie” aparece, o humor do filme desce até esse nível?

“Ladykillers” é um bom filme, e não é de todo uma nódoa na impecável carreira nos Coen. Mas é um claro sinal de fraqueza. 5/10 José Pedro Lopes

Critica

Bastante agradável, a nova película dos irmãos Coen faz-nos sair do cinema com uma sensação de contentamento. Assumidamente uma comédia, o filme prima pelo seu humor negro e simples, pelas personagens complexas e bem construídas, de personalidades muito vincadas, e pelas grandes interpretações de cada um dos actores. O elenco está extremamente bem escolhido e, mais uma vez, Tom Hanks demonstra que merece o título de um dos melhores actores da actualidade. A maneira como se movimenta, como fala, como se põe na pele da personagem e muda totalmente a sua postura é simplesmente de pasmar. Irma P. Hall está também divina, representando a moral e os bons costumes do interior americano, viúva negra não resignada.

A banda sonora é muito peculiar, sempre com referências ao Gospel, e o argumento é hilariante, pelo modo como Tom Hanks se expressa e pelo próprio fio condutor da história. A ironia do desenlace dá um toque de mestre ao rumo que a história tomava e todos os contratempos que sofrem as personagens estão muito bem enquadrados e não parecem como se tivessem ali sido colocados para um momento de riso. Todo o filme é muito constante e agradável, prima pela harmonia. Paa além de uma fotografia interessante e de alguns pormenores muito bem conseguidos e divertidos, o maior trunfo dos realizadores é, sem dúvida, o fantástico argumento e este, é sem dúvida, um filme que se vê com um sorriso do principio ao fim…7/10 Cátia C. Simões

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