“Il Dono” por Carlos Natálio

(Fotos: Divulgação)

 

 

Sinopse

. A vila de Calónia na região italiana da Calábria foi outrora um local bastante povoado com cerca de 15000 habitantes. No presente, a localidade, fruto de diversas circunstâncias ficou deserta. Restam apenas alguns idosos a braços com alguns trabalhos agrícolas que lhes ocupem o tempo e uma jovem deficiente que vai fazendo favores sexuais a alguns dos habitantes da vila. As personagens deste “racconto” são homens cansados de viver, que, apáticos, esperam o fim da vida o que significará tembém o fim de Calónia

Realizado por Michelangelo Frammartino

Critica

“Il Dono”, primeira obra do realizador italiano Michelangelo Frammartino não conta propriamente uma história mas dá a conhecer uma situação. A vila de Calónia na região italiana da Calábria foi outrora um local bastante povoado com cerca de 15000 habitantes. No presente, a localidade, fruto de diversas circunstâncias ficou deserta. Restam apenas alguns idosos a braços com alguns trabalhos agrícolas que lhes ocupem o tempo e uma jovem deficiente que vai fazendo favores sexuais a alguns dos habitantes da vila. As personagens deste “racconto” são homens cansados de viver, que, apáticos, esperam o fim da vida o que significará também o fim de Calónia. A analogia com os planos de um barco naufragado à beira da praia é óbvia.

Filmado com 5000 euros de orçamento, a obra vai depois centrar-se no quotidiano das personagens, lento, aparentemente sem chama. É com alguma apreensão que um dos velhos camponeses da vila reage a elementos estranhos ao seu universo: um telemóvel que toca amiúde e uma foto pornográfica deixada por alguém em cima da sua mesa.
Curiosa as cenas em que as anciãs da vilã tentam com um líquido, e sal nele, exorcizar os pecados da jovem deficiente. Isto após a vermos fazer um favor sexual a um velhote, habitante da vila.
O filme não tem diálogos entre as personagens, pelos menos é assim apresentado embora tenha ambientes de fundo, rumores, que não ilustram os acontecimentos mas que pura e simplesmente são os acontecimentos.
Obra com um ritmo muito lento para espectadores bem pacientes, onde sentimos a casualidade da vida no seu dia a dia, desvanecer como uma pequena vela que se apaga. O problema desta obra prende-se com o facto de o olhar não chegar para fazer uma boa obra, os acontecimentos não se contam sozinhos, mesmo que de relativo interess 2/10 Carlos Natálio

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