“War” por Jorge Pereira e Cátia Simões

(Fotos: Divulgação)

Sinopse

Esta película retrata a América rural, que esta já a desaparecer, e como ficou este território depois de um conflito nuclear. As personagens são os sobreviventes do conflito,

Realizado por James Mahaffy

Critica

Realizado pelo americano James Mahaffy, “War” segue uma América pós apocalipse, onde os homens que restam debatem-se com diversos problema – acima de tudo interiores. Assim somos confrontados durante 84 minutos com um filme “Arty” onde muitas questões são levantadas e existem muito poucas respostas. O estilo do filme remete-nos para a escola russa de cinema, revelando Mahaffy uma sobredosagem do uso de métodos de Bela Tarr e Tarkovsky.

Deambulamos então num filme monocromático, de diálogos escassos e por vezes chatos. Movimento é coisa que pouco existe na obra e tudo é muito pouco conseguido. É complicado gerir as influências de semelhantes realizadores. Se os diálogos forem fracos, é meio caminho andado para odiar o filme.

Relembro que recentemente um filme do mesmo género esteve no Fantasporto. Chamava-se “Ascension” e primava por planos longos, parados e diálogos metafísicos pouco convincentes. Aqui é pior. Os poucos diálogos que há – e mesmo a narração- são de fraca qualidade e assim temos um filme bastante pobre, em todos os aspectos.

Há que referir que para filmar como Bela Tarr ou Tarkovsky é preciso mais que a visualidade destes. Há que ter um fio bem delineado e competente. Há que ter estofo e ser sapiente na gerência das emoções. Quando assim não acontece, temos filmes como “War”, uma obra académica, pretensiosa e chata…2/10 Jorge C. Pereira

Critica

Esta película retrata a América rural, que esta já a desaparecer, e como ficou este território depois de um conflito nuclear. As personagens são os sobreviventes do conflito, envolvidos pelos comentários evangélicos vomitados por um rádio antigo. As personagens lutam por sobreviver numa sociedade cada vez mais decadente. Ao observarmos atentamente as persoangens, somos arrastados para os seus mundos interiores, numa visão do mundo um pouco como num sonho, mas onde está presente uma esperança desesperada e uma luta por sobreviver. Foi, de facto, uma luta por sobreviver, ver esta película!!! Imagine 84 minutos de uma película a preto e branco, de realização lenta e parada. Apenas 4 personagens, e raramente estão duas delas ao mesmo tempo em cena. Os diálogos são quase inexistentes, e sem qualquer (aparente) lógica. As cenas não têm uma ligação entre si e é impossível encontrar o fio condutor da história. As personagens arrastam-se e fazem coisas sem sentido, soltando frases disconexas a largos espaços. De facto, as personagens estão ligadas entre si, mas tão efemeramente que se torna difícil estabelecer a ligação. E, constante, está a presença de um rádio antigo, que nunca toca música, apenas solta uma voz de um pregador da palavra de Deus, irado. E o filme arrasta-se, sem acção. E as personagens arrastam-se, sem nexo. A julgar pela quantidade de pessoas que abandonaram a sala, os ensinamentos da escola russa de Jake Mahaffy não tiveram grande sucesso entre o público do Indie. Estas pessoas têm esta vida como uma consequência de guerra. são sobreviventes de um conflito nuclear. Um pastor gordo que guia um carro; um lavrador; o seu filho, com o cão; um velho sucateiro que se esforça por manter aquela terra num mínimo de ordem. Que fazem eles no deserto imenso de searas? Os próprios cenários são desoladores, para não falar na total ausência de banda sonora. Obviamente que, após uma guerra, os cenários nunca são belos. Mas estes cenários não dão a ideia da devastação da radioactividade. Senti-me indisposta em certo ponto, farta daquela inércia e lentidão da realização. Apetecia-me gritar para que acabassem o filme… que foi uma tortura terrível!! 1/10 Cátia C. Simões

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