‘Calendar Girls’ por Cátia Simões

(Fotos: Divulgação)

Sinopse

Chris (Helen Mirren) e Annie (Julie Walters) são duas amigas que vivem numa pequena cidade inglesa. Quando o marido de de Annie morre de leucemia esta decide se juntar ao Women’s Institute e criar um movimento de apoio ao hospital local. Será então feito um calendário onde cada uma das mulheres pertencentes ao grupo estará presente mostrando os seus dotes de domésticas. Mas esta ideia não é tão inocente como possam pensar. Elas vão aparecer completamente nuas.

Elenco

Helen Mirren, Julie Walters, John Alderton, Linda Bassett, Annette Crosbie, Philip Glenister, Ciaran Hinds, Celia Imrie, Geraldine James, Penelope Wilton

Realizado por Nigel Cole

Site Oficial

Crítica

Meninas de Calendário é uma comédia britânica, realizada por Nigel Cole, bastante divertida e leve. Tendo uma história de fundo algo dramático, leva-nos a dar umas boas gargalhadas e até a reflectir um pouco sobre o que nos motiva a fazer ascoisas.

 

 

Chris (Helen Mirren) e Annie (Julie Walters) são melhores amigas, embora muito diferentes. Vivem as duas numa aldeia em Yorkshire, mas as suas vidas pacíficas são subitamente abaladas com a morte do marido de Annie, vítima de cancro. Ambas são membros do Instituto das Mulheres daquela zona e, assim, Chris vai empreender uma colecta de fundos para o hospital local. A sua ideia é produzir um calendário, cada mês com uma mulher diferente- uma das suas amigas. Porém, o cartaz terá a particularidade de todas elas posarem nuas… nunca esperava, no entanto, que este acontecimento tivesse projecção nos media e todas elas se tornassem famosas, chegando até Hollywood. Porém, o seu casamento entra em crise e a sua amizade com Annie é testada…

 

 

Esta película não tem grandes particularidades a apontar. Baseada numa história real, foi bastante bem adaptada ao grande ecrã. O argumento é muito coerente e as personagens são bem construídas e bem representadas. Todas elas têm uma particularidade específica e todas apresentam profundidade, de tal modo que sentimos grande empatia e carinho por cada uma delas. Mulheres de meia idade, com problemas com os maridos, com os filhos, com a sua própria idade e complexos com o seu corpo. Todas as actrizes que estão em foco desempenham na perfeição AS suas personagens e, em relação às personagens secundárias, o destaque vai para Lawrence (Philip Glenister), o fotógrafo, que está perfeito, com a sua posição nervosa e sem saber bem como lidar com aquele grupo de mulheres. O destaque das personagens principais vai para Chris, sempre cheia de energia, tanta que precisa de ser chamada à razão por Annie, que acaba por ser a mais coerente NO meio de toda a confusão que vivem. No meio de tanta agitação, e devido a Chris, Annie acaba por sair um pouco apagada na película. A intenção foi provavelmente essa mesmo, porque a única coisa que Annie queria era preservar a memória do marido…

 

 

Em termos de realização, não há grandes destaques a fazer. O filme é agradável e o contraste entre a calma da aldeia No início da película e a confusão quando chegam os jornalistas acaba por ser engraçado. De salientar as fotografias do calendário, tiradas com mestria e bastante artísticas. 
Quanto a mim, a película falha apenas em dois pontos: tudo, No fim, se resolve com grande rapidez, como se os problemas miraculosamente tivessem todos solução. Além disso, há certas cenas em que se arrasta desnecessariamente e determinadas situações, feitas para criar um efeito cómico, tornam-se um pouco ridículas. Porém, é um filme leve, a ver se aprecia humor britânico e comédias frescas. 6/10 Cátia Simões

 

Últimas