Sinopse
Remake de um filme de 1969, originalmente interpretado por Michael Caine e Benny Hill. Nesta nova versão, Mark Wahlberg é Charlie, o cérebro de um assalto que se vê traído posteriormente.
Mas Charlie quer recuperar o que lhe pertence e tudo fará para o conseguir.
Elenco
Mark Wahlberg, Edward Norton, Charlize Theron, Mos Def, Franky G, Seth Green, Jason Statham, Donald Sutherland
Realizado por F. Gary Gray
Site Oficial
Trailer
Crítica
Chega finalmente a Portugal o filme que tanto irritou Edward Norten. O actor foi contratualmente obrigado a participar neste filme e pode-se bem dizer que o seu profissionalismo deu sem dúvida à película uma grande força.
Pseudo-remake do clássico de 1969, ‘The Italian Job’ é provavelmente dos filmes inspirados numa película antiga e que se separam realmente dele.
Um dos aspectos que critico mais em remakes é o constante plágio descarado (The Ring).
Aqui isso não sucede e para lá do tal trabalho italiano (apesar de ser um golpe diferente), das personagens e dos minis tudo é diferente. Também só podia ser.
Os filmes de ‘heists’ andam na moda, e todo os anos surge um com um golpe completamente avassalador. Pode-se dizer que o melhor, dos últimos anos, deste género, até foi um remake; ‘The Thomas Crown Affair’.
‘Heist’ e ‘The Score’ foram de certa forma fracassos, ‘The Good Thief’ ficou aquém das expectativas e muitos outros também ficaram longe daquilo que poderiam render. ‘The Italian Job’ (2002) não foge a esta regra e ficamos com a sensação que poderia ter ido mais longe e ser muito mais criativo, coisa que o original foi em 1969.
Tudo começa com um golpe em Itália. Tudo corre bem e o ‘gang’ de Charlie (Mark Walberg) consegue roubar um grande volume de barras de ouro. Já em plena fuga, Steve (Edward Norton), um dos homens de confiança de Charlie, trai toda a equipa e assume o controle do Ouro deixando os outros à beira da morte. Mas não morreram e a única coisa que agora desejam é vingar-se de Steve e nada melhor que preparar um golpe.
Surgem então alguns elementos dos filme anterior, destacando-se os minis e a sua fuga pela cidade. Comparativamente ao filme anterior, esta fuga é bem inferior e a escolha de Seth Green para ‘hacker’ sinceramente pareceu-me infeliz- tal como a paródia a ter sido ele a inventar o Napster.
No original esse papel coube a Benny Hill, um homem com uma tara por mulheres ‘obesas’ e escusado será dizer que a sua personagem era mais divertida – apesar de ter uma muito menor preponderância. De resto nada de mais. É um bom filme para distrair mas não daqueles que nos fica na memória eternamente.
Walberg e Theron repetem a dose de ‘The Yards’, com um pouco mais charme e ‘um trabalho italiano’.
Entretém momentaneamente e é só…6/10 Jorge Pereira