“Torque” por Jorge Pereira

(Fotos: Divulgação)

Sinopse

O motard Cary Ford (Henderson) regressa à sua terra natal para se reunir de novo com a ex-namorada (Mazur). Quando chega, Ford é logo acusado de um crime que não cometeu. Perseguido pelo FBI e pelo irmão da vítima, Ford tudo fará para provar a sua inocência.

Elenco

Martin Henderson, Jaime Pressly, Ice Cube, Jay Hernandez, Matt Schulze, Adam Scott, Will Yun Lee, Faizon Love, Christina Milian, Fredro Starr

Realizado por Joseph Kahn

Site Oficial

Crítica

Torque segue a linha daqueles filmes que surgem de vez em quando, fazem uma série de estragos, e saem da nossa mente pois nada os faz destacar particularmente. Na linha deste filme temos “The Fast and the Furious”, “Biker Boys” e “2 Fast and 2 Furious”. As personagens são estereotipadas e parecem sair dum jogo de computador, o visual e adereços são visualmente estimulantes e o ritmo alucinante da acção é regado de efeitos pós-matrix que lhe dão o que conseguem: ESTILO. Porém, tal como falei no caso de Underworld, um visual rico nem sempre dá um filme interessante e mais uma vez em Torque isso se manifesta.

Este filme segue a história de um homem que regressa à sua terra natal e terá de lidar com o poderoso chefe de um gang motorizado que quer saber onde estão as motas (e a droga que estava escondida nelas) que tinham sido por ele roubadas.

Obviamente o mau é mesmo mau e a certo ponto a sua dureza fez-me lembrar a de um dos vilões de “48 Horas”, o mítico filme de Walter Hill que juntou Eddie Murphy e Nick Nolte. Mas não há apenas um vilão. Neste caso temos também um agente do FBI, filho da geração MTV, e a companheira meio niilista (que me fez lembrar a amante de Jeremy Irons em Die Hard III).

Claro que também há uma relação amorosa que liga a personagem principal do filme. Afinal ele regressou aquela terra por causa dela. O curioso é que o melhor deste filme é mesmo a química entre Martin Anderson e Christina Milian.

Há boas sequências de acção que fazem remotamente lembrar a saga “Fast and Furious”, mas a exagerada caracterização CGI destes momentos tira credibilidade e mesmo emoção.

No campo dos actores, todos têm o seu papel bem estudado e apenas dou nota negativa a Ice Cube, um homem que (ou muito me engano) vai destruir XXX2. Vamos ver…

Quanto a Torque, ver ou não ver? Fica ao vosso critério. Uma coisa é certa. Acção há muita, se é boa…bem… isso é com vocês. Eu sinceramente ainda me ri com o filme, e dele…. ….5/10 …. Jorge Pereira

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