“Open Range” por Mónica Areal

(Fotos: Divulgação)

Sinopse

Spearman (Duvall), Charley Waite (Costner), Mose Harrison (Benrubi) e “Button” (Luna) levam o seu gado através das vastas pradarias do Oeste, partilhando a sua amizade mantida por um firme código de honra, e vivendo uma vida livre da civilização. Quando o seu teimoso rebanho os obriga a passar perto da vila de Harmonville, os cowboys encontram o corrupto xerife (Russo) e o rancheiro (Gambon) que governam o território pelo medo, tirania e violência. Boss e Charley encontram-se inevitavelmente atraídos para o confronto, para defenderem a liberdade e valores de um estilo de vida que desaparece rápido demais. No meio desta agitação, a vida subitamente dá uma volta inesperada, quando o solitário Charley emcontra a bela e quente Sue Barlow (Bening), uma mulher que cativa o seu coração e alma. Enquanto estes homens corajosos se preparam para a batalha que se avizinha, são também obrigados a confrontar e conquistar os seus demónios pessoais.

Elenco

Kevin Costner, Annette Bening, Abraham Benrubi, Robert Duvall, Michael Gambon, Diego Luna, Michael Jeter, Dean McDermott, James Russo

Realizado por Kevin Costner

Crítica
Depois de “Danças Com Lobos”(1990), que arrecadou sete Oscar, incluindo o de melhor filme e o de melhor realizador, e do fracasso comercial que foi “O Mensageiro”, Kevin Costner, volta pela terceira vez à realização. Trata-se de um ‘western’ baseado na obra de Lauran Paine, “The Open Range Men”.

Costner nunca escondeu o seu fascínio pelos ‘colts’ do ‘western’ até porque foi neste género que se revelou no grande ecrã, em “Silverado”, de Lawrence Kasdan. Mais tarde voltou a trabalhar para este mesmo realizador em mais um filme de ‘cowboys’, vestindo a pele de Wyatt Earp no filme homónimo. Para fazer “A Céu Aberto”, Costner fez-se acompanhar de um elenco de luxo onde se destacam, o veterano Robert Duvall, Annette Bening, nomeada ao Oscar em 2000 pela sua interpretação em “Beleza Americana”, o britânico Michael Gambon, que vimos em “Gosford Park” e “Charlotte Gray”, e um dos novos talentos do cinema mexicano, Diego Luna, que nos foi revelado em “E a Tua Mãe Também”. Ora com tão bons ovos só podia sair uma boa omolete.

“A Céu Aberto” conta-nos a história de personagens que procuram fugir do seu passado e redimir-se, mas que o destino os obriga a enfrentar os seus próprios fantasmas. Ao longo do filme verificamos sempre um balanço entre o lado bom e o lado mau que existe no interior de cada um de nós. Por exemplo, o personagem interpretado por Costner tem tudo para o olharmos como um bom homem – decente, trabalhador, leal – no entanto, ele olha para si como sendo mau, devido ao que fez no passado. Não instigando à violência, mas sim à justiça, estes personagens defendem que é necessário lutar, e se preciso morrer, pelos valores que acreditamos, deixando clara, através dos seus actos, a distinção entre vingança e justiça. O amor também tem lugar nesta história do velho oeste e é aqui que entre a elegância de Annette Bening, que interpreta uma mulher na casa dos trinta ainda à espera do seu príncipe encantado. O filme dá igualmente enfoque para o relacionamento que há entre os personagem de Charley (Costner) e Boss (Duvall), que além de amizade, é também uma relação pai-filho, chefe-empregado, professor-aluno, e como Boss assume no filme, a relação de um velho casal…

O último ‘western’ com sucesso foi “Unforgiven”, de Clint Eastwood que conquistou quatro Oscar, incluindo o de melhor filme, e passada mais de uma década será que o filme de Costner está à altura? 6,5/10 Mónica Areal

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