Se exceptuarmos a franquia “Resident Evil”, já com quatro filmes, raras são as adaptações cinematográficas de videojogos que têm sido bem sucedidas. Mesmo assim, a verdade é que os videojogos continuam a ser um pequeno filão de histórias num mercado com cada vez com menos imaginação.
Por isso, não é de estranhar que Hollywood tenha decidido adaptar aos grandes ecrãs, e numa versão em carne e osso, o jogo “Tekken”, “best-seller” da Japonesa Namco.
No entanto, os piores receios relativamente a “Tekken” pareciam confirmar-se logo à partida. Sobretudo quando Katsuhiro Harada, um dos criativos da Namco, responsável pela franquia, qualificou o filme de Hollywood como “horrível”. Também um pouco por todo o lado se puderam começar a ver as reacções depreciativas dos fãs da saga face à forma como Hollywood resolveu contar a história de “Tekken”, semdo que estas são muito comuns entre as várias adaptações de videojogos.
Tentando não ser influenciada pelas opiniões exteriores, resolvi ver “Tekken” de mente aberta. O mundo é dominado pelas grandes corporações, fora das quais os humanos vivem em “guetos”. Quando a “Tekken” anuncia o torneio Iron Fist, Jin Kazuma torna-se o primeiro amador a conseguir o direito de participar no torneio e parte com um objectivo: vingar a morte da mãe.
Dotada de todo um “subplot” familiar, e com a vingança como motivação, “Tekken” falha logo em várias vertentes. Em primeiro lugar afasta-se bastante das diversas histórias dos vários “Tekkens”. Pior do que isso, o filme mistura elementos e personagens das diversas histórias disponíveis nos videojogos. Chegam até a alterar estilos de luta das personagens…. Por outro lado, afita falha também em explorar alguma da riqueza que os criativos japoneses colocaram nas personagens, limitando a estilizá-las.
Embora as cenas de luta sejam realmente o ex-libris de “Tekken”, mesmo essas são demasiado tecnológicas, e até aproximadas do que é o jogo, elas falham em satisfazer os fãs de acção. Por isso mesmo, “Tekken” é um filme de acção menor cujo lançamento directo para DVD, na maioria dos mercados, não é de estranhar.
Para os maiores fãs da saga poderá roçar o ultrajante. A ver, apenas pela vertente de acção e tentando esquecer que se trata de um adaptação do universo “Tekken”.
O Melhor: O guarda-roupa e as semelhanças entre os actores e os lutadores do jogo.
O Pior: Quase tudo
A Base: Um filme de acção menor cujo lançamento directo para DVD, na maioria dos mercados, não é de estranhar. 3/10
Carla Calheiros

