«Red Riding Hood» (A Rapariga do Capuz Vermelho) por Pedro Quedas

(Fotos: Divulgação)
(Sinto-me na obrigação moral de fazer um ‘disclaimer’ aos leitores antes desta crítica – eu nunca vi um único filme do “Twilight” até ao fim. Assim, todas as comparações que se vão seguir referem-se à fraca impressão com que fiquei da qualidade cinematográfica da saga através dos vários excertos que vi)
Este filme é aborrecido. Este filme é muito, muito aborrecido. “Red Riding Hood” pega na mitologia da história do Capuchinho Vermelho e veste-a com novas roupagens de thriller de romance teen com toques de ‘whodunit’ para acrescentar, sem grande sucesso, alguma tensão a toda esta trapalhada.
Realizado por Catherine Hardwicke, que começou com o prometedor “Thirteen” e depois se tornou mundialmente famosa após realizar o primeiro filme “Twilight”, transporta para este filme muitos dos pontos “fortes” da saga vampiresca: uma heroína virginal, pretendentes musculados e sem qualquer vestígio de carisma e umas pitadas de acção e violência para avançar a “narrativa”.
Narrativa essa que não é mais que um mistério sobre quem é o “Lobo Mau” – neste caso um lobisomem. Até chegarmos a essa resposta temos as dúvidas existenciais amorosas da protagonista do capuz vermelho (Amanda Seyfried), um padre perito em licantropia interpretado por Gary Oldman, num delírio de ‘overacting’ tal que deixa a dúvida sobre se ele não pensava que estava a fazer a paródia de Mel Brooks deste filme e até uma cena de dança/orgia que parece pretender ser atmosférica e sexy mas acaba por ser simplesmente bizarra.
Este é um daqueles filmes que nos faz querer gritar com as pessoas que gostam disto: “Como é possível exigirem tão pouco do vosso entretenimento?” Não se pede a todos os filmes que pretendam ser obras de arte, longe disso. Muitos dos melhores filmes da História do Cinema foram feitos com o único propósito de entreter e captar um público. Também é perfeitamente aceitável tentar fazer algo de arrojado e diferente e falhar miseravelmente. Há honra nesse esforço, mesmo que a obra final não o reflicta.
Mas isto? Isto não é nada.
O Melhor: Ainda assim, Amanda Seyfried como o Capuchinho Vermelho sempre tem um pouco mais de carisma que a tépida Kristin Stewart como Bella Swan.
O Pior: Sem querer estar a reviver todos os meus pontos anteriores, revisito este: este filme é profundamente aborrecido.
A Base: “Este é um daqueles filmes que nos faz querer gritar com as pessoas que gostam disto: “Como é possível exigirem tão pouco do vosso entretenimento?””… 2/10
Pedro Quedas

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