Mais do que um filme sobre extra-terrestres, até porque estes aparecem sistematicamente ao longe, «Battle: Los Angeles» (Invasão Mundial: Batalha Los Angeles ) é um filme sobre a guerra e sobre soldados no campo de batalha.
Como tal, e como é notório no cinema americano clássico ou moderno, os clichés de batalha e dos soldados em tempos de guerra surgem todos neste trabalho de Jonathan Liebesman, realizador do remake de «Massacre No Texas».
Pode parecer estranho mas não há muito para dizer ou ver neste filme. Talvez a única coisa verdadeiramente positiva é ele ser tudo aquilo que esperaríamos. Há sequências de batalha muito imponentes, e dramas humanos vários, que prendem o espectador ao que se assiste mas nunca o levam para algo mais do que o previsível.
O filme começa por nos apresentar a personagem principal, interpretada por Aaron Eckhart, um actor que vai dividindo a sua carreira entre blockbusters (The Dark Knight) e filmes independentes mais restritos a personagens (Rabbit Hole). Interpretando o papel do sargento Michael Nantz, Eckhart começa por mostrar o peso na consciência que o acompanha, e tudo devido a uma missão não muito bem especificada em que se fica com a ideia que ele foi o responsável pela morte de muitos soldados do seu batalhão. Afastado das forças, Nantz é chamado à última hora devido a estranhos objectos que vão caindo no solo. Como eles não caiem a uma velocidade constante, o espectador fica logo a saber que provavelmente são extra-terrestres, ainda que as personagens do filme tenham dúvidas.
A partir daqui começa o típico filme de «invasões», intercalando a obra entre grandes sequências de batalha a céu aberto, com guerrilhas mais localizadas, num estilo muito semelhante ao que Ridley Scott usou em «Black Hawk Down». E se as primeiras primam pela espectacularidade, as segundas seguem a tendência recente de mostrar a batalha nos olhos do espectador, usando a câmara a tremelicar constantemente como se vê na saga Bourne. O resultado é a sensação de estarmos num jogo de computador, desta vez não a jogar mas a ver. Depois ainda há os dramas típicos dos campos de batalha, sendo frequentes os clichés de guerra, os sacrifícios e o questionamento da honra dos soldados.
E é nisto que o filme perde mais. Se por um lado é coerente o por ser exactamente o que se espera, «Battle: Los Angeles acaba por ser frustrante por gastar tantos recursos em algo tão banal. E sim, «Battle: Los Angeles» é um filme banal, com diálogos sofríveis, sentimentos superficiais e até o patriotismo irritante do costume. Salvam-se os extra-terrestres, que estranhamente aparentam ser mais complexos que os uni-dimensionais humanos, perdidos num déjà vu fílmico.
Por isso, «Battle Los Angeles» é fundamentalmente entendiante. Sim, há sequências boas, mas nada que nos tire do aborrecimento da sua previsibilidade
O Melhor: É aquilo que se esperava
O Pior: O que se esperava era fraco
A Base: «Battle: Los Angeles» é fundamentalmente entendiante…3/10
Shannon Griffithys

