Pegando numa premissa muito semelhante à de “Red Dawn”, de 1984, “Tomorrow when the war began” segue um grupo de adolescentes australianos que, graças a estarem num acampamento, escapam a uma estranha invasão à sua cidade, em que todos são mortos ou feitos prisioneiros.
Este filme marca a adaptação ao cinema dos livros juvenis “Tomorrow Series”. De autoria de John Marsden, a saga Tomorrow começou em 1993, tendo desde então o autor escrito mais nove títulos, o que dá à saga o respeitável número de dez obras, das quais a segunda já está confirmada para adaptação ao cinema.
O filme marca a estreia na realização de Stuart Beattie, nome reconhecido em Hollywood sobretudo por ter assinado muitos argumentos em que se incluem obras tãs dispares como “Collateral”, “Australia” e a “GI Joe”.
Uma das características deste filme, é o facto de o inimigo ser desconhecido, mas disso não interessar quase nada ao desenvolvimento da história. Inicialmente perdidos no meio da situação e sem saber o que fazer, os jovens acabam por fugir para o local onde haviam acampado e traçam um plano para ripostar.
Um dos seus maiores trunfos é o balanço entre a acção e o lado emocional das personagens, que se vão transformando em pequenas “máquinas de guerra”, mas com coração. O elenco é constituído por desconhecidos australianos que não deslumbram, mas que cumprem de forma competente os seus papéis.
Embora seja direccionado a um público mais juvenil, “Os Guerreiros de Amanhã” não deixa de ser um bom filme de acção, mesmo para gerações mais velhas. Se o recomendaria aos mais jovens? É complicado! Trata-se de um filme com violência, onde vemos jovens armados mas… tendo em conta o que tem mobilizado os jovens nos últimos anos, pelo menos não há vampiros a morderem em ninguém.
O Melhor: Sequências de acção ao mais alto nível.
O Pior: Só vai ser descoberto por muita gente após o remake de Hollywood.
A Base: Embora seja direccionado a um público mais juvenil, “Os Guerreiros de Amanhã” não deixa de ser um bom filme de acção, mesmo para gerações mais velhas. 7/10
Carla Calheiros

