‘Season Of the Witch’ (Época das Bruxas) por Carla Calheiros

(Fotos: Divulgação)
Que Nicolas Cage trabalha muito, isso é um facto inegável. Que nem sempre faz as melhores escolhas, também. Com uma carreira caracterizada por altos e baixos, Cage já fez de tudo um pouco; de filmes de amor aos de guerra, de acção à fantasia, passando pela comédia, Nicolas Cage está em todas.
 
Os recentes projectos do actor podem, ou até não, ter a ver com a situação financeira delicada da estrela que parece ter gasto o que tinha e o que ainda não tinha. Se trago a situação financeira do actor à baila, é porque talvez a necessidade de dinheiro leve Cage a aceitar qualquer desafio que se lhe apresente, quer faça ou não qualquer sentido.
 
Comecemos então a falar de “Season of the Witch”. Dois cruzados, Behmen (Nicolas Cage) e Felton (Ron Perlman), revoltam-se na Guerra Santa contra os infiéis. Abandonam as cruzadas mas acabam por encontrar a Europa devastada pela terrível Peste Negra. Aparentemente o rasto de morte do continente é obra de uma simples jovem que é acusada de bruxaria. Os cruzados acabam por ficar com a missão de transportar a jovem bruxa até um mosteiro onde será julgada.

Nos seus pouco mais de noventa minutos de filme, “Season of the Witch” não faz a coisa por menos: fala das cruzadas, da peste, de bruxaria,  de possessão demoníaca, e ainda de toda a jornada no transporte da suposta bruxa. É obra. É caso para dizer que, se em vez da equipa de Peter Jackson, tivesse sido o argumentista Bragi F. Schut a escrever “O Senhor dos Anéis”, a trilogia tinha cerca de quinze minutos.

E qual o resultado quando se tenta abraçar muita coisa ao mesmo tempo? Algo fica para trás, ou no caso deste “Época das bruxas”, tudo! Nada é aprofundado, tudo é superficial e retalhado, como se tivesse sido escrito por uma equipa onde cada um dá uma ideia, e ninguém tem coragem de vetar nenhum dos tópicos.

Os actores estão em completo piloto automático, se bem que por vezes, Ron Pearlman parece olhar para Nicolas Cage com um ar de azia de quem diz, “isto não foi grande ideia”.

Concluindo, “Season of the Witch” é um filme francamente medíocre, em que nada merece destaque pela positiva. A ver por própria conta e risco, sendo um forte candidato aos Razzies.

Nota final: Se ficaram com dúvidas, o idoso de boca repuxada que recruta os dois cruzados é mesmo Christopher Lee.

O Melhor: Mesmo assim, Ron Pearlman
O Pior: É difícil enumerar tudo o que correu mal

A Base: “Season of the Witch” é um filme francamente medíocre, em que nada merece destaque pela positiva. A ver por própria conta e risco… 3/10

Carla Calheiros

Últimas